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Vôlei

06/06 - 15:22, atualizada às 17:18 06/06

Fofão: “Quem sabe eu não encerro carreira onde comecei?”
Capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, a levantadora Fofão não escondeu a felicidade de voltar a defender a equipe do São Caetano. Graças ao patrocínio da Blausiegel em conjunto com a prefeitura da cidade, a atleta vai voltar ao ABC Paulista, no mesmo time que defendeu no início da carreira e onde ganhou o apelido que a caracteriza até hoje.

Gazeta Esportiva

“Joguei no São Caetano até 1994 e tenho ótimas recordações do time. Foi aqui que a minha carreira começou e onde surgiu a minha primeira oportunidade na seleção brasileira. Sem contar a lembrança do ginásio cheio, das amizades que fiz aqui... Estou voltando para um lugar onde eu me sinto bem”, comentou a atleta, de 38 anos.

Fofão assinou com o time do técnico Antônio Rizola por uma temporada e garante que não sabe o seu futuro. “Ainda não decidi o que vou fazer depois do término do contrato. Estou feliz de estar no Brasil e, quando acabar a temporada, a gente vê”, declarou a levantadora, que de uma dica. “Quem sabe eu não encerro no lugar onde eu comecei?”, questionou.

Uma coisa, porém, já é certa: o ciclo de Fofão na seleção está próximo do final e termina precisamente nas Olimpíadas de Pequim. “Não vou disputar o Mundial de 2010. A decisão está tomada. Minha cabeça já está preparada para isso e tenho consciência de que já passei e vivi tudo o que queria. Agora é deixar o caminho para outra”, deixou claro. “Estando só no clube eu acho que fico um pouco mais tranquila. Seleção e clube é muito desgaste”, confessa.

Depois das Olimpíadas de Atenas, Fofão se aventurou a jogar no exterior: nos primeiros três anos defendeu a equipe italiana do Perugia, de onde só saiu para defender o Murcia na última temporada - lá, ao lado das compatriotas Walewska e Jaqueline, ela esteve sob o comando de Paulo Coco, auxiliar de José Roberto Guimarães na seleção brasileira. E, apesar de o clube ter conquistado o título nacional chegado às semifinais da Champions Leagues, torneio de clubes mais importantes da Europa, ela revelou ter se decepcionado.

“Foi um ano muito complicado. Eu estava muito motivada pelo fato de estar indo com as outras jogadoras brasileiras, mas ao mesmo tempo deu uma caída muito grande no nível técnico. Eram muitas equipes fracas e os jogos mais difíceis foram os da final. Realmente, eu não tinha motivação para jogar e isso me preocupou. Não posso dizer que eu aprendi algo ali”, comentou a atleta, que sofre com atrasos de salário especialmente na parte final do contrato.

“A gente encontra muitas coisas erradas, muita confusão que na Itália não ocorriam. O nosso clube tinha vários problemas e muitas confusões internas. Não tomaria essa decisão de novo e não aconselharia ninguém a jogar na Espanha”, admitiu a levantadora, que temeu não conseguir voltar. “Antes mesmo de eu ir para a Espanha, já tinha recebido convites que me deixaram balançada, mas quis continuar na Europa. Antes mesmo da final lá, já estava decidido que eu queria voltar, mas ficou difícil porque Finasa e Rexona, que são os dois maiores times, já tinha contratado quem queriam. Foi aí que surgiu a oportunidade do São Caetano”, explicou. 

Por outro lado, ela vê um aspecto positivo de boa parte das atletas da seleção brasileira ter atuado fora do país na última temporada. “É aquela coisa que você pode conhecer outros times, outros campeonatos, jogamos a Champions League contra um time que era quase a metade da Rússia... Vimos muitas das adversárias que teremos em Pequim. O Zé Roberto também acompanhou vários campeonatos e colheu várias informações. O Brasil é o único time que tem mais variações, nas outras seleções pouca coisa pode mudar. Temos que usar todas as armas possíveis para conhecer os adversários em Pequim”, resumiu Fofão.

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