Cerca de 100 gremistas fizeram protesto pela não contratação de Ronaldinho

Foi o presidente Paulo Odone anunciar a desistência em contratar Ronaldinho Gaúcho para a torcida do Grêmio organizar um protesto no Olímpico. Na tarde deste sábado, cerca de 100 torcedores manifestaram-se no pátio do estádio. Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário do jogador que deve defender o Flamengo foi eleito como vilão do fracasso nas tratativas.

“Assis traíra, Assis traíra, Assis traíra", berrava o bando postado na grade do campo suplementar, no qual a equipe treina, inclusive nesta tarde, na pré-temporada.

Gremistas seguraram notas de dinheiro em protesto ao empresário de Ronaldinho
Hector Werlang
Gremistas seguraram notas de dinheiro em protesto ao empresário de Ronaldinho

Muito torcedores seguravam notas de dinheiro numa referência ao que foi dito pelo presidente Paulo Odone: o clube gaúcho não teria condições financeiras de contratar um craque do mercado e apostava na vontade dele retornar às suas origens. O que estava na mente dessas pessoas, porém, era a repetição de um filme que teve a primeira sessão em 2001.

Naquela época, Ronaldinho esperou terminar o contrato com o Grêmio para defender o PSG, da França. O clube não recebeu nada e teve de ir buscar indenização na Fifa. Odone preferiu não polemizar e evitou responder a perguntas sobre uma possível traição.

“Não vou comprar briga com ninguém. Não vou adjetivar o que aconteceu. O Assis esticou a corda demais, é isso”, resumiu o presidente.

Não foi assim que a torcida se manifestou. Palavrões impublicáveis e uma lembrança irônica encerraram a raiva com o empresário: o Grêmio disputará a Libertadores e o Flamengo, a Copa do Brasil. Antes de irem embora, os gremistas aproveitaram para lembrar a derrota colorada no Mundial de Clubes para o Mazembe:

“Kidiaba, Kidiaba, Kibiada”, gritaram, lembrando do goleiro do Mazembe, equipe que eliminou o Internacional, no Mundial Interclubes, em Abu Dhabi.

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