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Tênis
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Tenista Christian Lindell é disputado por Suécia e Brasil

"Eu tenho vontade de jogar pelo Brasil, mas ainda não tem nada certo", afirma o brasileiro de 19 anos e dupla nacionalidade

Gazeta |

Semifinalista da etapa de São Paulo da Copa Petrobras-2010, Christian Lindell é alvo de uma disputa entre a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e a Associação de Tênis Sueca. O jovem de 19 anos, dono de dupla nacionalidade, ainda recebeu uma proposta da Koch Tavares e estuda as possibilidades antes de tomar uma decisão final.

"Eu tenho vontade de jogar pelo Brasil, mas ainda não tem nada certo. Se aqui no Brasil tiver alguma coisa melhor do que lá, eu mudo. Caso contrário, não tem por que mudar. Estou esperando as propostas dos dois lados para ver qual vou aceitar. Por enquanto, não tenho pressa para decidir", afirmou Lindell, com sotaque carioca.

Nascido no Rio de Janeiro, o jovem é filho de mãe brasileira e pai sueco. Ele passou a jogar pela nação escandinava por acaso: com apenas 16 anos, disputou um torneio no país e foi convidado a mudar de nacionalidade pela federação local, que arcou com os custos de seu desenvolvimento.

Atualmente, Christian Lindell ocupa a 384ª colocação do ranking da ATP. Se fosse brasileiro, ele seria o 15º representante nacional na lista mundial. No entanto, os 14 mais bem ranqueados do País são, pelo menos, três anos mais velhos que o tenista de dupla nacionalidade, o que explica o interesse da CBT.

Para a Suécia, no entanto, Lindell é ainda mais importante. O melhor jogador do país na lista de simples depois de Robin Soderling, atual número 5 do mundo, é Nick Lindhall, 240º da lista. O jovem nascido no Rio de Janeiro já é o quinto melhor representante do país escandinavo.

A proposta da Koch Tavares, empresa que gerenciou a carreira de Gustavo Kuerten e agora agencia Thomaz Bellucci, atual número 1 do Brasil, pode atrair Lindell. "Se eu escolher realmente jogar como brasileiro, sem dúvida é uma ótima opção", admitiu o jovem.

Entre os dias 4 e 6 de março, a Suécia recebe a Rússia pelo Grupo Mundial da Copa Davis. O ex-jogador Thomas Enqvist, capitão da equipe escandinava, sabe do assédio da CBT e pode convocar o jovem numa tentativa de influenciá-lo a seguir jogando pelo país europeu.

"Meu técnico (Julius Demburg) tem bastante contato com o Enqvist e acha que provavelmente ele vai me convocar, pelo menos como quinto jogador. Não teria problema para mudar, a não ser que eu jogue. A série vai ser numa superfície que não estou acostumado (quadra rápida coberta) e acho que ele não me colocará se não for o melhor para a equipe", disse Lindell, fã do saibro.

O fato de Demburg não estar mais vinculado à Associação de Tênis Sueca é algo que aproxima Lindell de atuar pelo país de origem. "Como ele não trabalha mais na federação, mesmo jogando pelo Brasil eu continuaria podendo ter contato com ele. Sem dúvida, isso ajuda", declarou.

A possibilidade de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 também seduz o jovem. "Ainda está muito distante e tem muita coisa para acontecer, mas é uma coisa que todo jogador quer, ainda mais sendo na minha cidade. Com certeza, faz parte dos planos", disse. Pelo Brasil ou pela Suécia? "Ainda não sei, vamos ver".

Lindell mira top 200 em 2011

ideia de Christian Lindell em 2011 é encerrar a temporada entre os 200 melhores do mundo. Para isso, o atual 384º da lista planeja buscar vaga em challengers e torneios da ATP.

"A coisa mais importante é melhorar, mas em termos de ranking quero ficar no top 200. Como não tenho pontos a defender até o meio do ano, posso conseguir se eu jogar bem e somar muitos pontos", declarou.

O argentino Andres Molteni eliminou Lindell com parciais de 1/6, 7/6 (7-5) e 6/2 na estreia do Aberto de São Paulo. Os ATP 250 de Santiago e da Costa do Sauípe fazem parte dos planos do tenista.

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