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Preterido na Davis e na mira da CBT , Lindell segue como sueco

Jovem tenista é filho de mãe brasileira e pai sueco e despertou interesse da Confederação Brasileira na Copa Petrobras

Gazeta |

Divulgação
Christian Lindell chegou à semifinal da Copa Petrobrás, em São Paulo
Nascido no Rio de Janeiro e com nacionalidade sueca, Christian Lindell foi preterido pelo capitão Thomas Enqvist na convocação para a Copa Davis. Assediado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para defender o país de nascimento, ele pretende seguir como sueco, pelo menos por enquanto.

"Como não vou jogar a Davis desta vez, eu não tenho pressa de tomar uma decisão tão importante e delicada como essa. Por enquanto, fico como sueco", explicou o tenista três dias após a divulgação da lista de convocados para o confronto com a Rússia no tradicional torneio por nações.

Filho de mãe brasileira e pai sueco, Lindell disputou um torneio no país escandinavo com apenas 16 anos e foi convidado a jogar pela Suécia pela federação local, que arcou com os custos de seu desenvolvimento. Após chegar à semifinal da etapa de São Paulo da Copa Petrobras-2010, passou a ser cobiçado pela CBT.

O jovem não esconde o desejo de defender a própria pátria, porém aguarda uma oferta interessante o suficiente para fazer a mudança. "Ainda não tenho nada definido 100%. Minha vontade é de representar o Brasil, mas ainda espero algo daqui que seja melhor do que de lá da Suécia, algo mais concreto", disse.

Atualmente, Christian Lindell, 19 anos, ocupa a 361ª colocação do ranking da ATP, seu recorde. Se jogasse como brasileiro, ele seria o 16º representante do País na lista. No entanto, os 15 mais bem ranqueados nasceram antes que o tenista de dupla nacionalidade, o que explica o interesse CBT.

Para a Suécia, no entanto, Lindell é ainda mais importante, já que é o quarto representante na lista de simples. O melhor jogador do país no ranking após Robin Soderling, atual quarto colocado, é Nick Lindahl, 22 anos e 258º do mundo, seguido por Michael Ryderstedt, 26 anos e 316º

Lindell tinha esperanças der ser convocado para a Davis, pelo menos como quinto jogador, mas acabou fora do duelo em quadra dura coberta contra a Rússia entre os dias 4 e 6 de março. Foram chamados Robin Soderling, Joachim Johansson, atual 749º  e ex-top 10 da lista de simples, Simon Aspelin, 38º em duplas, e Robert Lindstedt, 22º em duplas.

No final do ano passado, o jovem chegou a receber uma proposta da Koch Tavares, empresa de marketing esportivo que gerenciou a carreira de Gustavo Kuerten e atualmente representa Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil. No entanto, assinou com a Lagardere no último mês de fevereiro. 

A empresa francesa, proprietária dos ATP 250 de Bastad e Estocolmo, ambos na Suécia, também cuida dos interesses do astro norte-americano Andy Roddick, ex-número 1 do mundo. César Villares, gerente de clientes da Lagardere, administra a carreira de Lindell atualmente e não tem pressa para tomar uma decisão em torno do futuro do tenista.

"Como o Christian não foi chamado para a Davis, fica tudo em aberto para ele decidir se quer jogar pelo Brasil ou pela Suécia. A CBT tem uma boa relação com a Lagardere e com o pai do Christian. A entidade está fazendo um grande trabalho e apoiando os atletas juvenis e profissionais no Brasil. Assim, os próximos anos serão de muito crescimento para todos os jogadores locais", declarou Villares, prevendo uma definição para "os próximos meses".

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