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Tênis
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Perto da aposentadoria, Carlos Moya diz que continua apaixonado pelo tênis e tem orgulho da carreira

Ex-número 1 do mundo foi homenageado em Londres, declarou torcida por Nadal no ATP FInals e lembrou do amigo Gustavo Kuerten

iG São Paulo |

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O ex-número 1 do mundo, Carlos Moya está se despedindo do tênis. Na última quarta-feira, ele havia anunciado que em dezembro vai encerrar sua vitoriosa carreira de tenista profissional. Por isso, neste domingo, a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) prestou uma homenagem ao espanhol.

Logo após vitória de Andy Murray sobre Robin Soderling, na Arena O2, em Londres, Moya foi chamado ao centro da quadra onde estavam todos os participantes do ATP Finals, além de ex-tenistas como Alex Corretja, Albert Costa e Jonas Bjorkman. Emocionado, Moya ouviu o depoimento do atual número 1 do mundo: Sempre esteve ao meu lado. Devo muito ao Carlos, disse Nadal.

Felipe Rocha
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Aos 34 anos de idade, Moya acumula 20 títulos na carreira. Roland Garros, em 1998, foi sua principal conquista. Tenho muito orgulho de minha carreira, falou o espanhol ao iG. 

iG: Como foi receber esta homenagem da ATP?
Carlos Moya: É muito lindo parar com este reconhecimento, sabe? Eu só posso ter gratidão por todos da ATP.

iG: O discurso do Nadal te emocionou. Qual a relação de vocês?
Moya: Rafa foi sensacional, tudo o que ele disse foi emocionante, verdadeiramente tocou meu coração. Ele diz que sou especial para ele e eu fico muito feliz com o que ele fala sobre mim. Rafa é um grande homem, um grande tenista. Só tenho ótimas palavras para falar dele. Somos bons amigos.

iG: Acha que ele pode acabar com o jejum e ganhar o ATP Finals neste ano?
Moya: Claro, é o numero 1 e principal favorito. Eu gostaria que isso acontecesse. Mas, os oito melhores do mundo estão aqui, e não vão deixar a vida do Rafa fácil. Com certeza, ele será o grande favorito contra qualquer que seja o adversário.

iG: Sobre sua carreira, o que mais te marcou?
Moya: Eu tive muitos bons momentos. Tive a oportunidade de ganhar um Grand Slam (Roland Garros, em 1998), ser o número 1 do mundo, ganhar a Copa Davis, jogar cinco vezes o ATP Finals. Todos momentos inesquecíveis. Claro que tive momentos ruins também, uma carreira de 15 anos, não pode ser só de boas memórias, não é verdade? Mas, no balanço foi uma carreira que me orgulho muito e pude desfrutar bastante.

iG: Por que a Espanha produz tantos tenistas qualificados na sua opinião?
Moya: Bom, é um país com muita tradição no tênis. Temos muitos grandes jogadores e muitos bons treinadores. Se você colocar essa capacidade com uma boa infra-estrutura, que é o que acontece na Espanha, é claro que o resultado vai ser positivo. A tendência, na minha opinião, é que o tênis espanhol cresça cada vez mais nos próximos anos. Ainda mais com a magnífica carreira que o Rafa vem fazendo como número 1 e tantos outros espanhóis. Não esqueçamos que aqui em Londres, só a Espanha tem dois representantes.

iG: E você guarda boas lembranças dos jogos contra o Gustavo Kuerten?
Moya: Sim, claro. Me recordo de tudo. Olha, o mais especial para mim foi em Indian Wells (semifinal, em 1999), quando ganhei dele e me tornei o número 1 do mundo. Também recordo quando ele me derrotou na Copa Davis (em 1998 e 1999). Guga foi um dos adversários mais especiais da minha carreira, um dos grandes amigos que tive no tênis, é um fenômeno como pessoa.

iG: Você consegue descrever o que está sentindo neste momento, encerrando a carreira?
Moya: Uma mescla de tristeza e felicidade ao mesmo tempo, não? Tristeza porque me aposento e acaba uma vida construída durante tantos anos. Alegria por olhar pro passado e ver que conquistei momentos lindos. É uma mescla de sentimentos, mas é natural que chegue esse momento.

iG: E agora, quais os planos?
Moya: Agora é curtir a família. Não sei dizer se vou trabalhar no mundo do tênis. Tenho um filho recém-nascido, e se disser algo hoje, posso mudar de opinião amanhã. Digo apenas que continuo um apaixonado pelo tênis.

iG: Na entrevista coletiva, você falou que praticamente decidiu encerrar a carreira no jogo do Masters 1000 de Madri, em maio. Como foi isso?
Moya: Os últimos dois anos, na verdade, foram muito difíceis para mim. Lutei contra uma lesão que nunca me deixou jogar com 100 por cento das minha condições físicas. Realmente, naquele jogo tive praticamente certeza que o fim estava chegando (perdeu de 6/2 e 6/0 para o alemão Benjamin Becker).

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