Para se manter no topo da ATP, espanhol precisa ser campeão de Roland Garros e torcer para Djokovic ser eliminado por Federer

Classificado para as semifinais de Roland Garros pela sexta vez na carreira após ter vencido o sueco Robin Soderling nesta quarta-feira , o espanhol Rafael Nadal se mostrou feliz e aliviado depois da partida por ter mostrado um bom jogo e vencido com certa facilidade. Antes de enfrentar o britânico Andy Murray, que eliminou o argentino Juan Ignacio Chela , na semifinal do Grand Slam, o espanhol celebrou. 

"Fico contente por ter recuperado o que normalmente é meu. Hoje me movimentei bem, tive a sensação de ocupar bem a quadra. Em linhas gerais, consegui contra um adversário complicado que o jogo acontecesse num estilo que me convém, mais lento, com mais efeito. Fiz com que ele precisasse de mais golpes vencedores e jogasse mais os pontos para vencê-los, e fiz isso durante toda a partida", analisou o líder do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Nadal reconheceu que suas primeiras atuações no saibro francês na atual temporada não foram suficientemente boas, mas comemorou a evolução que, segundo ele, aconteceu na hora certa.

"Superei uma situação complicada, e hoje fico satisfeito com a atitude, porque fui capaz de encontrar soluções. Estou feliz pela concentração que demonstrei durante todo o jogo, e como respondi. Consegui que não houvesse nem um despiste em todo o confronto", afirmou o espanhol, que encerrou ressaltando que ainda precisa vencer outras duas partidas até alcançar seu objetivo.

"Agora é preciso seguir com a cabeça bem fria. Não ganhei nada ainda. Somei uma boa quantidade de pontos, não é o mais importante, mas é positivo", comentou, em referência à disputa com o sérvio Novak Djokovic pelo primeiro lugar do ranking mundial. Para se manter no topo, Nadal precisa ser campeão e torcer para o concorrente ser eliminado pelo suíço Roger Federer nas semifinais.

*com EFE

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