Equipe brasileira encara os russos na repescagem do torneio fora de casa, de 16 a 18 de setembro

Os brasileiros Thomaz Bellucci e Marcelo Melo foram os únicos tenistas que se mantiveram na equipe nacional da Copa Davis de 2008 a 2010. O duplista confessa a tristeza por sua ausência no recente confronto com o Uruguai, mas espera voltar diante da Rússia, apesar de atuar longe de casa entre os dias 16 e 18 de setembro.

"Foi muito ruim [ficar fora]. Copa Davis é a competição que eu mais gosto e sinto prazer em jogar, acho que é um reconhecimento do trabalho que venho fazendo há tempos. Não diria que fiquei chateado, mas um pouco triste. Mas isso faz parte para qualquer jogador: uma hora você é convocado e outra, não", disse Melo. 

O Brasil enfrentaria dentro de casa Áustria, Chile, Croácia, Índia, República Tcheca e Suíça. Diante de Israel ou Rússia, um sorteio definiria a sede. Além de pegar um adversário complicado no playoff do Grupo Mundial, a equipe capitaneada por João Zwetsch ainda jogará na cidade de Kazan, muito provavelmente no piso rápido.

"Acho que o azar que tivemos foi jogar como visitante. Jogar em casa é muito importante, já que além da escolha do piso, temos a torcida a favor. A Rússia é um time duro, mas acho que o Brasil tem condições de vencer, mesmo sendo fora", apostou o parceiro de Bruno Soares no circuito.

Os russos Mikhail Youzhny, 17º do mundo, e Nikolay Davydenko (29º) não participaram da derrota por 3 a 2 contra a Suécia. Na última série, a equipe capitaneada por Shamil Tarpischev jogou com Dmitry Tursunov (48º), Igor Kunitsyn (61º), Igor Andreev (77º) e Teymuraz Gabashvili (134º).

Embora demonstre otimismo, Melo reconhece que a presença dos dois principais jogadores russos pode comprometer o Brasil. "Temos boas chances, apesar do piso, que deve ser muito rápido. Com certeza, se o Youzhny e o Davydenko jogarem, a situação fica bem mais complicada", afirmou.

No duelo diante do Uruguai, Bruno Soares disputou o jogo de duplas ao lado de Thomaz Bellucci. Ao comentar o confronto com a Rússia, Zwetsch admitiu a possibilidade de promover a volta de Melo ao lado de seu tradicional companheiro e classificou a parceria como "muito forte no piso rápido".

"Espero que sim [voltar à equipe]. As condições são boas e o ponto da dupla vai ser muito importante neste confronto", disse Melo. Diante da Suécia, a parceria russa foi formada por Igor Kunitsyn e Dmitry Tursunov, derrotados por Simon Aspelin e Robert Lindstedt.

O confronto entre Brasil e Rússia vale uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis, do qual o time nacional está afastado desde 2003, quando ainda contava com Gustavo Kuerten. Marcelo Melo participou de três das cinco derrotas consecutivas do País no playoff nos últimos anos, contra Índia (2010), Equador (2009) e Croácia (2008).

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