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Larri e ¿búfalo¿ Bellucci começam ano com elogios e treino duro

Técnico e jogador passaram aniversário e ano-novo em quadra e se preparam para o torneio de Auckland, a partir de 10 de janeiro

Aretha Martins, iG São Paulo |

“Ele não é um cavalo. Ele é um búfalo”. É assim que o técnico Larri Passos define o seu jogador Thomaz Bellucci. Os dois começaram a trabalhar juntos em dezembro do ano passado e embarcam nesta quarta-feira para o primeiro torneio, o ATP 250 de Auckland, na Nova Zelândia. Antes, em uma descontraída entrevista em São Paulo, eles falaram do ritmo dos treinos, que deve mudar para 2011, e sobre as metas da temporada.

“Foram 11 dias de trabalho sem parar em São Paulo”, disse Larri. “É normal trabalhar muito. No dia do nosso aniversário a gente ficou na quadra até cinco horas da tarde. Depois no réveillon também foi até quase a noite treinando. E de novo no dia 1º, quando eu acordei cedo para treinar. Já acaba virando rotina para a gente”, explicou Bellucci.

As primeiras cinco semanas renderam elogios do técnico. “O Thomaz vai para quadra e faz o que tiver que fazer. Ele já está passando de seus limites. Todo mundo falava: você vai treinar com o Larri, e o Larri é duro. Mas acho que o Thomaz é muito mais duro do que eu. Por isso acho que ele não é um cavalo, é um búfalo”, afirmou o técnico, que deu a seu antigo pupilo Gustavo Kuerten, três vezes campeão de Roland Garros, o mesmo apelido de "cavalo".

Bellucci leva a comparação na brincadeira. “Ele me apelidou de búfalo, e até o meu preparador físico me chama assim, pelo ritmo de trabalho. É um apelido carinhoso. A gente acaba treinando tanto que ele fala que eu sou aquele animal que fica o dia inteiro se exercitando”, explicou o tenista.

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Larri Passos orienta Bellucci em treino em São Paulo na manhã desta terça-feira

Fórmula para 2011

Bellucci e Larri começaram a pré-temporada no final do ano, no Balneário Camboriú. O local tem o clima úmido e o calor que o tenista enfrentará nas primeiras competições do ano, em Auckland e no Aberto da Austrália. “Quando a gente chegou lá, ele falou: Larri, eu nunca vi um lugar tão úmido. Eu perguntei: é disso que você precisa? E ele falou: é exatamente isso. Eu preciso dessas condições adversas para crescer”, contou o técnico.

Em quadra, o trabalho é de resistência, como explicou Bellucci: “A partir deste ano eu acho que vou conseguir jogar mais tempo com grande intensidade. A gente tem trabalhando bastante para agredir o adversário fazendo menos esforça, e eu já consegui melhorar bastante nesses 30 dias de trabalho. Acho que isso vai ser a grande diferença para o ano que vem. Eu vou conseguir jogar, me desgastar menos e fazer os meus pontos”.

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Larri Passos e Thomaz Bellucci: parceria começou em dezembro de 2010
Além disso, o estilo do jogador parece estar mudando sobre o comando de Larri Passos. “O Thomaz está treinando feliz e sorridente, e é isso que eu quero dele. Vamos machucar os adversários e não deixar que eles te machuquem”, cometou.

Metas da parceria

Bellucci estreia no dia 10 de janeiro no torneio de Auckland, e Larri brinca com objetivos da temporada. “As metas são pequenas. Se a gente ganhar uns quatro Grand Slams já está bom”, falou. Depois, assumiu um tom mais sério. “Quero colocá-lo na melhor posição possível, e ele está obstinado”.

Ao firmar a parceria, Larri comentou que queria voltar ao topo do mundo. Foi com ele no comando que Gustavo Kuerten assumiu a liderança do ranking. “Se eu cheguei a número um com um cara, não posso pensar em trabalhar com outro e não ser o número um ou top 10. Eu nem cobro tanto isso do jogador. Cobro de mim”, disse Larri.

Para crescer e conseguir o melhor lugar entre os melhores, o técnico tenta “blindar” seu jogador. “Ele me deixa focado 100% dentro de quadra. A gente fez uma preparação de 30 dias e ficava o dia inteiro na academia, sem distração de nada. É isso que ele tem me passado muito, essa concentração total dentro de quadra”, contou Bellucci.

nullAlém disso, é importante manter a motivação. “São rotinas desgastantes, mas ele tem me motivado a cada dia, para que eu consiga chegar naquela bola, mesmo já desgastado. Ou tem aquele final de treino que ele vai lá e te motiva para conseguir o mesmo nível que estava no começo”, completou o tenista.

Bellucci também não se assusta com a pressão ou com a expectativa de ser o melhor do mundo. “Quando começou o trabalho, ele foi bem claro. Sei que eu tenho que trabalhar bastante, e a gente tem feito isso. E muito. Estou preparado para isso”, disse.

Larri destaca o esforço do novo pupilo e espera os resultados. “Não adianta trabalhar no limte. Vai ter que trabalhar acima, e é isso que ele está fazendo. Ele já treinou, agora é a hora da sobremesa. Ele tem que chegar ao torneio e comer a sobremesa sabendo que está forte e pronto”, brincou o técnico.
 

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