Cinema tradicional de Londres recebeu público pequeno para acompanhar as semifinais masculinas

 A ideia era estar na quadra central de Wimbledon e acompanhar in loco as semifinais masculinas do torneio. Mas como a tentativa de comprar ingressos não foi bem sucedida, os amigos Matt, John e Peter optaram por ir ao cinema. Filme? Não, os ingleses não perderiam por nada a chance de ver os confrontos que definiram Novak Djokovic e Rafael Nadal como finalistas de Wimbledon e, resolveram conferir a primeira transmissão em 3D das 125 edições do Grand Slam britânico.

A empresa que oferece a tecnologia disponibilizou as partidas em cinemas espalhados por 21 países. Apenas na Inglaterra, são 34 cinemas (5 em Londres) que ainda vão mostrar as finais de simples feminina e masculina.

Imagem do servio Novak Djokovic, durante transmissão da semifinal masculina de Wimbledon em 3D, em cinema de Londres
Felipe Rocha
Imagem do servio Novak Djokovic, durante transmissão da semifinal masculina de Wimbledon em 3D, em cinema de Londres

Nesta sexta-feira, enquanto o All England Club esteve abarrotado, com pessoas do mundo inteiro lotando não apenas a quadra onde as partidas foram disputadas, mas também o tradicional gramado dentro do complexo, onde quem não tem ingresso para os jogos disputa qualquer pedacinho de grama para ver as partidas por um telão e sentir de perto o “clima do jogo”, não se pode dizer o mesmo dos cinemas da capital inglesa.

Com bem mais lugares vazios do que ocupados, as duas salas de um tradicional cinema na região de Piccadilly Circus, no centro da cidade, não tiveram nem um quinto dos ingressos vendidos.

“Talvez a publicidade para vender os jogos em 3D não foi bem feita. Tive dificuldades de descobrir onde passariam os jogos, só descobri porque gosto muito de tênis e não consegui ingresso para estar verdadeiramente em Wimbledon”, disse Matt Eagle.

Os poucos que estiveram presentes, porém, aprovaram a transmissão. Em natural comparação com as recentes transmissões em 3D do campeonato inglês de futebol, em alguns pubs da Inglaterra, o tênis agradou mais os torcedores.

“A questão é que no cinema tudo fica melhor do que nas pequenas televisões dos bares. Foi bem melhor ver o tênis em 3D do que o futebol. A sensação era realmente de que eu estava em Wimbledon”, opinou Peter Georgies.

Na transmissão, os gráficos e animações com informações sobre os tenistas realmente parecem flutuar pelo cinema, sensação idêntica ao ver um filme em “três dimensões”. Durante a disputa dos pontos, com a câmera mais aberta, porém, está sensação de ver algo “flutuar” desaparece. A diferença é que a noção de profundidade fica potencializada com a utilização dos óculos, dando a sensação de que se está perto dos tenistas e não em uma sala de cinema, a quilômetros longe de Wimbledon.

“Gostei bastante de ver os jogos em 3D, mas, para o ano que vem, vou me esforçar para conseguir um dos ingressos para assistir no local. Se não der certo, volto ao cinema”, resumiu John Ertal.

Os britânicos que estiveram presentes e, timidamente, até tentaram fazer do cinema uma extensão da arquibancada de Wimbledon, aplaudindo com entusiasmo a cada boa jogada do escocês, deixaram o local decepcionados com mais uma eliminação de Andy Murray.

“Está provado que o Nadal é melhor que Murray de qualquer jeito. Até em transmissões 3D”, brincou o inglês Sandy Grant.

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