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Tênis
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Guia Brasil Open 2012: quem e como assistir

Connheça os protagonistas, números e o serviço completo para acompanhar o único torneio ATP do país em São Paulo

iG São Paulo |

Com o deslocamento do Brasil Open da Costa do Sauípe para São Paulo, a capital paulista volta a receber um torneio de elite do circuito ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) depois de 19 anos.

Leia mais sobre tênis no blog do Paulo Cleto

É uma mudança que força os tenistas a se adaptarem das belas paisagens do litoral baiano à vida frenética e chuvosa de São Paulo. Mas traz o torneio para uma cidade com mais tradição no esporte e expectativa de maior presença do público.

O Brasil Open começa nesta segunda-feira e será disputado até domingo, no complexo esportivo que abriga o Ginásio do Ibirapuera, na Zona Sul da cidade. Abaixo, o iG apresenta os protagonistas da competição, dados históricos do torneio e o serviço completo.

OS ANFITRIÕES

Thomaz Bellucci
Dono de um potente saque e golpes pesados no fundo da quadra, é o número um do pais desde setembro de 2009 e está entre os 40 melhores do mundo desde novembro do mesmo ano. Apesar dessa regularidade no ranking, Bellucci, 24, ainda busca jogar de modo consistente em um nível que o leve ao top 20 da ATP. Com dois títulos na carreira, o canhoto pode sofrer algumas frustrantes derrotas ­­– como a da estreia em Viña del Mar, no Chile, há duas semanas, para o qualifier argentino Federico Delbonis, apenas o 172 do mundo. Para tentar resolver o mistério em torno do potencial do tenista ­– um ótimo saque, golpes pesados do fundo da quadra –, o argentino Daniel Orsanic foi contratado como quinto treinador de sua carreira.

Reuters
Thomaz Bellucci: melhor brasileiro no ranking mundial desde setembro de 2009

Ricardo Mello
Aos 31 anos, entra no torneio como o número 123 do ranking mundial, posição em torno da qual vem girando nas últimas duas temporadas. O tenista de Campinas tem apenas um titulo na sua carreira, em uma surpreendente campanha em Delray Beach, nos EUA, em 2004, chegou a atingir a 50ª posição no ano seguinte, mas depois enfrentou dificuldades para defender esses pontos, chegando a despencar para 257 em 2007. Aos poucos, recuperou a confiança. Em casa, aguerrido, costuma render bem, tendo chegado às semifinais do Brasil Open em três ocasiões, incluindo as últimas duas edições.

João Souza, o Feijão
Embora tenha hoje um ranking superior ao de Mello (número 97), ganhou uma vaga direta na chave apenas com as desistências do argentino Juan Ignacio Chela e do espanhol Tommy Robredo. Tenista de muita força, mas um pouco lento, prefere também os torneios no saibro, no qual tem os melhores resultados ­– semifinais em Santiago, no Chile, e Kitzbühel, na Áustria. Aos 23 anos, ainda busca mais experiência e cancha no circuito, tendo começado a jogar torneios de primeira linha regularmente apenas no ano passado.

CINCO ESTRELAS ESTRANGEIRAS

Nicolás Almagro (Espanha)
Atual campeão do torneio, 11º no ranking da ATP e cabeça-de-chave número um, Almagro, 26, busca, na verdade, seu terceiro troféu no pais – também foi campeão na Costa do Sauípe em 2008. Dono de uma direita firme e com um jogo ofensivo muito regular, com o nariz muitas vezes empinado, ele soma dez títulos na carreira, todos eles no saibro. Chega ao torneio com cinco vitórias e três derrotas na temporada, tendo chegado às oitavas de final do Aberto da Austrália.

Getty Images
Atual campeão, espanhol Nicolás Almagro é cabeça-de-chave número um do torneio

Gilles Simon (França)
É o 12º do ranking mundial e tem a chance de desbancar Almagro. Já foi o numero seis do mundo em 2009 e superou lesões em 2010 para retornar ao grupo dos 20 melhores, aos 27 anos. Depende muito de seu físico para render bem em quadra, devido ao estio defensivo, de contra-ataques, que exige muita paciência dos adversários – não se cansa de correr de um lado para o outro da quadra, devolvendo bolas aparentemente impossíveis. Soma nove títulos na carreira, quatro no saibro e cinco em quadras sintéticas.

Fernando Verdasco (Espanha)
Aos 28, o espanhol enfrenta um período de queda no ranking, ocupando hoje o posto de número 27, apos ter alcançado a nona colocação em 2009, ano em que realizou uma partida épica diante de Rafael Nadal na semifinal do Aberto da Austrália, sendo derrotado em parciais de 7-6(4), 4-6, 6-7(2), 7-6(1), 4-6. Inconstante em um jogo, é um tenista agressivo, com uma das direitas mais potentes do circuito, mas que perde a cabeça com facilidade. Tem cinco troféus na carreira, três deles no saibro, em 16 finais disputadas.

Juan Carlos Ferrero (Espanha)
O “Mosquito”, 32, considera o Brasil a sua segunda casa e costuma visitar o país duas vezes ao ano. A primeira passagem é para disputar o ATP do país. A segunda vale para surfar em praias da Bahia, tendo a prancha de bodyboard como a preferida. Já foi o número um do mundo em 2003, esteve perto de deixar as quadras durante a década, devido a um muitas lesões, mas se reinventou no circuito, ocupando hoje a 43ª posição na lista. Triunfante Roland Garros em 2003 e em dois Masters Series na mesma temporada, passou seis anos em jejum até levantar a taça em Casablanca 2009. Em 2010, ganhou mais três troféus ­– um na Costa do Sauípe – e, no ano passado, se sagrou campeão em Stuttgart, acumulando 16 conquistas em 34 finais.

David Nalbandián (Argentina)
Um dos tenistas mais habilidosos do circuito, aos 30 anos, embora não seja nenhum exemplo de preparo físico, Nalbandián entra em quadra apenas com o 84º lugar do ranking, mas ainda como um adversário temido. Já foi o terceiro no ranking da ATP e tem um currículo de respeito (11 títulos em 22 finais) e ao repertório vasto de jogadas. Soma conquistas no saibro, no cimento e no carpete e ainda um vice-campeonato na grama de Wimbledon, dez anos atrás.

AP
David Nalbandian entra em quadra no Brasil apenas com o 84º lugar do ranking

PARA TOMAR NOTA

Armada espanhola reina
Hegemônicos no saibro, superfície em que o Brasil Open é disputado desde 2002, os espanhóis conquistaram as últimas quatro edições do torneio e têm cinco campeões no geral. Almagro foi campeão duas vezes, igualando a marca de Gustavo Kuerten. Além disso, o país tem pelo menos um finalista desde 2005. Outros quatro países já fizeram um campeão do Brasil Open: República Tcheca (Jan Vacek em 2001), Holanda (Sjeng Schalken em 2003), Chile (Nicolas Massú em 2006) e a Argentina (Guillermo Cañas em 2007).

Histórico brasileiro
Os tenistas nacionais acumulam 44 vitórias e 52 derrotas, aproveitamento de 45,8% no torneio, sem contar, claro, confrontos diretos. Descartando o recorde de Gustavo Kuerten, a campanha geral seria de 31 vitórias e 50 derrotas (38,2%).

Três finalistas
Apenas Gustavo Kuerten, bicampeão em 2002 e 2004, Fernando Meligeni, vice em 2001, e Thomaz Bellucci, vice em 2009, chegaram a uma decisão na Costa do Sauípe.

Melhor esquecer
Os anos que marcaram a pior participação dos anfitriões no Sauípe foram 2006 e 2008, quando o Brasil não contou com nenhum competidor nem mesmo nas quartas de final.

Cimento mesmo?
Em sua primeira edição, em 2001, o Brasil Open foi agendado no segundo semestre, com piso sintético, tendo em vista a preparação dos tenistas para o Aberto dos EUA. Meligeni foi o vice-campeão, mas a preferência de boa parte dos tenistas do pais é, mesmo, a terra batida, que foi acionada já na temporada seguinte.

INGRESSOS

De segunda a quinta-feira (13 a 16/02)
Anel superior: R$ 15,00
Anel inferior: R$ 50,00

Sexta-feira, quartas de final (17/02)
Anel superior: R$ 25,00
Anel inferior: R$ 60,00

Sábado, semifinais (18/02)
Anel superior: R$ 25,00
Anel inferior*: R$ 100,00

Domingo, final (19/02)
Anel superior: R$ 35,00
Anel inferior*: R$ 100,00

*Esgotados
** Cartões Ourocard e American Express têm 20% de desconto

Postos de venda:
Online: Tickets for Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/)
Bilheterias do Ginásio do Ibirapuera (horários de funcionamento)

12/02: 10h às 18h
13/02 a 17/02: 10h às 22h
18/02 (semifinais): 10h às 20h
19/02 (final): 10h às 16h

- Postos de antendimento Tickets for Fun (com taxa de conveniência): http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx

PROGRAMAÇÃO

Nos primeiros dias, os jogos serão disputados em baterias à tarde, a partir das 12h, e à noite, a partir das 19h, espalhados pela quadra central no Ginásio do Ibirapuera e pelas Quadras 1 e 2, menores, no Ginásio Mauro Pinheiro, dentro do Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. Confira a tabela atualizada aqui: http://www.brasilopen.com.br/site/programacao

COMO CHEGAR

- Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães
Endereço: Rua Manoel da Nóbrega, nº 1361, Ibirapuera, São Paulo
Contato: 3887-3500

Metrô:
Estação Brigadeiro + caminhada de 1,6 km pela rua Manoel da Nóbrega

Ônibus:
475R – Ida e Volta – Terminal Pq. Dom Pedro II/Jd. São Savério
447U – Ida (circular) – Shopping Iguatemi
509J – Ida e Volta –Term. Princesa Isabel/Jd. Selma
5154 – Volta – Term. Sto. Amaro
5164 – Volta – V. Sta. Catarina
5175 – Volta ­– Balneário São Francisco
5178 – Volta – Jd. Miriam
5185 – Volta – Term. Guarapiranga
5194 – Volta – Jd Apurã
677A – Ida e volta – Metrô Ana Rosa/Vila Gilda
775A – Ida e volta – Metrô Vila Mariana/Jd. Adalgiza
775 C – Ida e volta – Metrô Ana Rosa/Jd. Maria Sampaio
846M – Ida e volta – Shopping Ibirapuera/Jd. Marisa

Na TV
“Bandsports”, “Fox Sports” e “SporTV” vão transmitir os jogos do torneio em TV fechada. A “Band” promete a transmissão ao vivo da final, no domingo.

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