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Tênis
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Guga e Agassi batem bola e esbanjam simpatia antes de duelo no Rio de Janeiro

Em prévia do confronto que acontece neste sábado, americano diz que torcerá pelo brasileiro dez anos depois de perder para Kuerten o título da Masters Cup em Lisboa

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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Em uma entrevista coletiva na qual só foram permitidas três perguntas para ambos os astros do desafio de tênis que acontece neste sábado, no Maracanãzinho, com direito a graves erros na tradução feita por um integrante da mesa, Gustavo Kuerten e Andre Agassi fizeram valer o dia com muita simpatia e um reconhecimento de quadra que deu uma ideia do que os espectadores deverão ver quando o jogo for para valer. Os dois exaltaram as ações sociais envolvidas no evento Tênis Espetacular e falaram um pouco sobre a relação de amizade, sem esquecer, é claro, da vitória de Guga na Masters Cup de Lisboa, em 2000, quando o brasileiro venceu o americano em um triplo 6/4 e se tornou o número um do mundo.

Depois de a secretária de esporte Márcia Lins abrir o discurso exaltando a categoria dos jogadores, mas ressaltando que a torcida estaria com Kuerten, Agassi afirmou que também torceria pelo amigo.
Contou ter carinho pelo Brasil desde os 17 anos, quando esteve no país pela primeira vez  e conquistou o seu primeiro título profissional, em 1987, o Torneio Itaparica (embora o tradutor tenha afirmado que ele perdeu a final para o brasileiro Luiz Mattar).

Eu também estarei torcendo pelo Guga. Mas em primeiro lugar queria agradecer a recepção, o Brasil é uma parte importante da história do tênis e da história do esporte. Desde 1987, quando estive aqui quando eu tinha 17 anos, joguei contra um brasileiro numa final e as pessoas comemoraram comigo, adquiri um carinho muito grande desde. Eu e Guga somos amigos e adversários há muito tempo. No tênis, você está sozinho na quadra. Você tem de aprender a ser melhor do que uma outra pessoa. Você tem de jogar melhor ou fazer o outro jogar pior, afirmou o americano.

Vicente Seda
Agassi deixou suas mãos estampadas na Calçada da Fama do Maracanãzinho

Para Agassi, uma característica marcante de Kuerten era a postura de cavalheiro, vencendo ou perdendo. O Guga sempre foi um perfeito cavalheiro, tanto em vitórias incríveis ou derrotas. Então é um grande amigo com quem compartilhei muitas coisas, afirmou. O brasileiro, em seguida, lembrou a admiração pelo rival quando iniciava a sua carreira. A primeira vez que fui aos Estados Unidos, já estava correndo para ir a uma loja comprar uma camisa laranja, lilás, um tênis verde limão. Sempre ficou identificada a importância que ele teve para a minha carreira. Fico muito feliz por ter sido contemporâneo dele. Continuo aprendendo, agora com as ações sociais que fui lá aprender como estão fazendo.

Ao lembrar da final em Lisboa, em 2000, Kuerten afirmou que não há pessoa melhor para recordar os grandes momentos de sua carreira e que nos últimos dias essa lembrança tem se repetido com mais intensidade por conta do confronto com Agassi. No campo social, a cada ace que os tenistas conseguirem, o autor doará R$ 1 mil para uma entidade beneficente.

Cada vez as coisas vão evoluindo e essa distância faz com que a apreciação pelo momento aumente. Você nota ações meio inacreditáveis, não só naquela ocasião, mas a minha carreira, sair de Floripa e me tornar o número 1 do mundo. Entender melhor o que significa tudo isso, repercutir mundialmente. Parece que o título a cada ano que passa se torna mais importante. Não no dia a dia, mas quando paro para pensar, incrementa mais e mais. Agora para jogar fica mais à flor da pele, a gente brinca, comenta, relembra, disse Kuerten.

Depois da entrevista, ambos receberam camisas da seleção brasileira, mas não vestiram. Muito provavelmente porque a vestimenta amarela vem com o símbolo da Nike, enquanto Guga tem patrocínio da Diadora, e Agassi da Adidas. Indagado sobre mulher, o tenista, agora casado com Steffi Graf, brincou: Eu não vejo mais mulheres, isso está acabado na minha vida. Até as câmeras desligarem, aí noto algumas. Mas quando se amadurece, você se torna um fã dos esportes, você passa a admirar as dificuldades do esporte. O Brasil é muito importante mundialmente nos esportes, em todos eles. E a paixão é admirável. Se o Brasil não é o seu favorito, é o seu segundo favorito, por causa do seu espírito.

Por fim, Agassi colocou a mão na calçada da fama do Maracanãzinho (o molde de Guga, bem como de outros grandes tenistas como o russo Marat Safin e o brasileiro Thomaz Koch, já está no local) e os dois bateram bola na quadra que lembraa a do confronto de 2000, em Lisboa, com outras cores, mas sem a marcação para jogo de duplas.

Não vejo uma pessoa melhor para estar recordando o melhor momento da minha carreira, até porque daquela vez eu venci, então não tenho dúvida nenhuma que será um grande evento para o tênis brasileiro e mundial. Eles receberam de presente pedacinhos da arquibancada demolida do Maracanã, que passa por reformas para Copa do Mundo de 2014.

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