Tamanho do texto

Suíço ganha por 3 sets a 1, interrompe série de 43 vitórias seguidas do rival e tentará o bicampeonato do Aberto de Roland Garros

Roger Federer se reencontrou com seu melhor tênis em Roland Garros e se garantiu na decisão
AFP
Roger Federer se reencontrou com seu melhor tênis em Roland Garros e se garantiu na decisão
Roger Federer colocou fim à série invicta de Novak Djokovic e será o adversário de Rafael Nadal na final do Aberto de Roland Garros. Jogando um tênis do mais alto nível, o suíço venceu por 3 sets a 1, com parciais de 7/6 (7-5), 6/3, 3/6 e 7/6 (7-5), em três horas e 39 minutos, e buscará seu segundo troféu em Paris. Mais que isso, o maior vencedor de Grand Slams da história impôs ao rival sua primeira derrota no ano.

Djokovic ostentava 41 vitórias consecutivas em 2011 – 43 incluindo duas do fim de 2010 – e ficou a um triunfo de igualar o melhor início de temporada de todos os tempos, obtido por John McEnroe em 1984. A maior sequência invencível segue pertencendo a Guillermo Vilas, com 46 jogos em 1977.

Veja também: As melhores imagens da edição 2011 do Aberto de Roland Garros

Também com a eliminação, Djokovic perdeu a chance de assumir a liderança do ranking da ATP. O número 2 do mundo precisava somente chegar à decisão em Paris. Porém, ele roubará o lugar de Rafael Nadal caso Federer, terceiro colocado na lista, conquiste o 17º Grand Slam de sua carreira no domingo.

Já para Federer, a vitória nesta semifinal ratifica seu aviso ao mundo de que ainda tem lenha para queimar. Foram 18 aces e 68 winners em um total de 162 pontos. O suíço, que havia sido derrotado por Djokovic em três outras partidas neste ano, voltou a colocar em prática seu melhor tênis em Roland Garros. E o campeão de 2009, único homem a quebrar a hegemonia de Nadal no saibro francês, terá nova oportunidade de desbancar o espanhol.

Esta foi a 14ª vitória de Federer sobre Djokovic na história. O sérvio tem nove triunfos. No saibro, o duelo agora aponta 2 a 1 para o suíço.

O jogo
Federer mostrou a que veio logo no primeiro game da partida e, com triplo break point, quebrou o serviço de Djokovic. O sérvio, é claro, não iria deixar por menos: devolveu a quebra na sequência e empatou o primeiro set em 1/1.

A cena foi parecida no terceiro game. Federer teve quatro chances de quebra a seu favor, mas Djokovic segurou bem. Após duas outras confirmações, foi o sérvio quem conseguiu derrubar o serviço do suíço, que, por sua vez, tratou de devolver o ponto para manter a igualdade no jogo.

Quando Federer sacou em 4/5, Djokovic teve dois set points a seu favor. Não aproveitou e pagou por isso. A disputa foi para o tie-break, e o suíço desequilibrou ao variar bem seu saque e registrar importantes aces. Abriu 4-2 de vantagem. Djokovic se desconcentrou, passou a errar mais, mas conseguiu virar para 4-5. Federer, então, se impôs para fazer 7-5 e fechar o primeiro set em 7/6.

A vitória do suíço fez com que ele crescesse na partida. Algo raro neste ano, Djokovic estava apático não conseguia encaixar seus golpes. A quebra que daria a vantagem para Federer na segunda parcial parecia questão de tempo e veio no quarto game. Com três break points, o suíço derrubou o saque do rival para marcar 3/1.

Saque bem colocado foi o diferencial de Federer nesta semifinal. Foram 18 aces para o suíço
AFP
Saque bem colocado foi o diferencial de Federer nesta semifinal. Foram 18 aces para o suíço
Depois de confirmar facilmente para fazer 4/1, Federer teve mais quatro chances de derrubar o saque de Djokovic, mas o sérvio se manteve firme. Na sequência, Nole, quando sacava com desvantagem de 5/2, precisou salvar quatro set points do suíço para continuar vivo. No game seguinte, porém, não teve jeito e o número 3 do mundo fechou a parcial em 6/3.

O terceiro set marcou o início da reação de Djokovic. Com postura totalmente diferente em quadra, o sérvio foi para cima de Federer e se deu bem. Após confirmar seu primeiro serviço, o sérvio quebrou o saque do suíço no segundo game e abriu vantagem. A partir daí, teve apenas o trabalho de administrar a situação para fazer 6/3 e diminuir o placar do jogo. Ao contrário das parciais anteriores, Nole não deu nenhuma oportunidade de quebra para o rival.

Djokovic seguiu indo para o tudo ou nada no quarto set, mas esbarrou em um Federer que se defendia melhor. De forma geral, o sérvio tinha muito mais dificuldades que o suíço para confirmar seus serviços. Quando marcou 3/3, Nole vibrou muito, mas o rival levantou o público de Paris e devolveu os gritos quando, de forma espetacular, anotou 4/3 a seu favor.

A primeira quebra desta parcial veio somente no nono game. Pela primeira vez, Djokovic estava em vantagem. O que o sérvio não esperava, no entanto, aconteceu. Federer devolveu a quebra de imediato. Forçando muito seu serviço, o suíço virou o placar para 6/5.

Depois de três horas e meia de duelo e sacando com a pressão de ter que confirmar para se manter na partida, Djokovic não falhou e levou a decisão para mais um tie-break. Assim como na primeira parcial, Federer foi soberano. O sérvio salvou dois match points, mas foi só. Ovacionado pelo público, o suíço cravou um ace para marcar 7-5. Fechou em 3 sets a 1 e garantiu sua vaga na final de Roland Garros.

Novak Djokovic sofreu com o serviço de Roger Federer na partida desta sexta-feira e foi eliminado
AFP
Novak Djokovic sofreu com o serviço de Roger Federer na partida desta sexta-feira e foi eliminado