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Tênis
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Em busca do tri, Almagro defende currículo no saibro

Espanhol pode ampliar conquistas exclusivas na terra batida e superar Gustavo Kuerten na lista de campeões do Aberto do Brasil

Giancarlo Giampietro, especial para o iG |

No saibro, Nicolás Almagro tem mais títulos do que Roger Federer. São dez contra nove do suíço. O resto da contagem poderíamos deixar para lá porque não seria muito justo comparar ninguém com o maior vencedor de Grand Slams da história. Mas já que trouxemos Federer para conversa, então temos o seguinte: nos outros pisos, o ex-número um do mundo soma 61 troféus contra nenhum do espanhol.

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Federer à parte, Almagro não tem problema algum em ser reconhecido entre seus rivais de ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) como alguém que só vence em terra batida. Nesta superfície é que ele conquistou 72% de suas vitórias no circuito e também disputou todas as 14 decisões de sua carreira e que será realizada a 15ª, no Aberto do Brasil, neste domingo, contra o italiano Filippo Volandri, não antes das 15h (horário de Brasília).

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Almagro em busca do tri e do recorde de Guga no Brasil

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"Para mim é tudo igual. Tanto faz se for em terra, quadra rápida, indoor, outdoor, no céu, na água, nadando ou num campo de batatas, o que conta é que é um titulo de ATP”, afirmou o espanhol. “Quando alguém começa a jogar, o sonho é ganhar um título ATP. Eu tenho a sorte de já ter dez.”

Apaixonado
Cabeça-de-chave número um, Almagro busca seu terceiro título do Aberto do Brasil, marca que o deixaria à frente de Gustavo Kuerten como o maior campeão do torneio. A despeito desta ameaça ao ídolo catarinense, ele vem contando com o apoio da torcida durante toda a sua campanha. Em geral, o público no Ginásio do Ibirapuera tem aplaudido os favoritos.

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Como este cenário favorável, o tenista espanhol, aos 26 anos, vem demonstrando um comportamento pacato dentro de quadra, distante das intempéries que marcaram o início de sua carreira – discutindo com rivais, árbitros e torcedores. Ele fugiu de polêmica até mesmo quando o tcheco Thomas Berdych, que acreditava ter levado uma bolada proposital durante um ponto, se recusou a cumprimentá-lo na rede ao derrotá-lo nas oitavas de final do Aberto da Austráia deste ano.

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“Eu me apaixonei”, brinca o atleta, ao falar sobre esse comportamento menos abrasivo. “O que é certo é que aprendi a valorizar muito mais o quão afortunado sou em poder ter essa vida. Creio que isso vale tanto para um amadurecimento na parte profissional, como pessoal. Você tem de ser a melhor pessoa possível para depois ser um grande atleta.”

Favoritismo
Volandri espera que, na decisão, consiga dividir a torcida de São Paulo com o candidato ao tricampeonato. “Acho que vai ser 50, 50 para cada. Ontem, contra o Nalbandián, gostei bastante de perceber alguns italianos na torcida. Espero que eles apareçam amanhã também para me dar uma mão”, disse. “Conheço o Nico há uns dez anos, é um jogador de golpes muito poderosos.”

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Será o oitavo confronto entre os tenistas, e o retrospecto até aqui aponta apenas dois triunfos a favor do italiano. Nestes tempos de paz e amor, para relevar o retrospecto, Almagro evoca até uma frase filosófica do compatriota e ex-número um do mundo Juan Carlos Ferrero – que perdeu na primeira rodada em São Paulo – em entrevista coletiva: “Tem uma frase que Juan Carlos já me disse que procuro sempre ter na memória: “É preciso perder com humildade para ganhar por respeito”.

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