Ex-atleta jogou no torneio de duplas do Challenger do Recife, mas sua dupla foi eliminada

Mais de dez anos após sua aposentadoria do tênis, o brasileiro Jaime Oncins voltou a disputar uma partida oficial, nesta quarta-feira. Trabalhando nos últimos anos como treinador, ele jogou ao lado do português Gastão Elias, seu pupilo, no torneio de duplas do Challenger do Recife, mas a parceria foi eliminada na primeira rodada.

A dupla formada por Oncins e Gastão Elias foi derrotada pela dos brasileiros Rafael Camilo e Tiago Fernandes, por 2 sets a 1, parciais de 4/6, 6/1 e 10/5, após pouco mais de uma hora de disputa na capital pernambucana.

"Eu gosto para caramba de jogar e o Gastão vivia pedindo para a gente disputar um torneio juntos. Como ele queria jogar as duplas aqui no Recife e precisava treinar mais em quadras duras, eu decidi jogar. Mas já deu. Estou morto. Dói tudo. A bunda, os braços. Agora posso ficar mais dez anos sem jogar", brincou o brasileiro após a partida.Empolgado com a participação no Recife, o agora treinador não descartou jogar mais torneios ao lado de seu pupilo, por diversão. "Foi muito legal. Joguei solto e dei muita risada. Quem sabe a gente não joga mais alguns torneios?", disse.

Como profissional, Oncins teve carreira vitoriosa, principalmente jogando em duplas. Foram cinco títulos na ATP e a 22ª colocação do ranking mundial. Em simples, o paulista conquistou dois títulos e tem a 34ª posição do ranking, em maio de 1993, como seu auge.

Após sua aposentadoria, Oncins chegou a ser nomeado capitão do Brasil na Copa Davis de 2004, mas renunciou logo em seguida diante do boicote dos jogadores, insatisfeitos com a decisão de Nelson Nastás, então presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Desde agosto do ano passado, trabalha com o português Gastão Elias, que está hospedado na casa do treinador em Vinhedo, interior de São Paulo. O tenista europeu ocupa a 219ª colocação do ranking, a melhor posição de sua carreira, e nesta temporada ficou com o vice-campeonato do Challenger de Belo Horizonte, além do título do Future de Cartagena.

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