Thomaz Bellucci é maior aposta do tênis nacional desde os títulos de Gustavo Kuerten em Roland Garros

Gustavo Kuerten conquistou seu terceiro e último título do Aberto de Roland Garros há dez anos. O Brasil estava, uma vez mais, no topo do tênis mundial. Mas quem viveu a empolgação pelas vitórias de Guga e viu o crescimento da prática do tênis no país não poderia imaginar o ostracismo que viria na década seguinte. Candidatos a ídolos não faltaram, mas não houve um que chegasse perto dos feitos de Kuerten.

É neste cenário de cobrança que vive hoje Thomaz Bellucci . Aos 23 anos, o atual número 25 do mundo já é o melhor tenista brasileiro pós-Guga e sonha em fazer história em Roland Garros. Falta a ele, no entanto, algo que o firme de vez entre os grandes nomes do circuito. Algo que o permita vencer dois tenistas "top 10" em uma semana e não ser derrotado pelo 148º da ATP dias depois.

Bellucci diz que chega ao torneio que colocou o Brasil no mapa do tênis confiante, mas não terá vida fácil. Muito pelo contrário. Seu primeiro jogo no saibro francês será contra o cazaque Andrey Golubev, 45º colocado no ranking da ATP. Caso avance, deverá ter uma segunda rodada mais tranquila (Teymuras Gabshvili e Andreas Seppi são os possíveis adversários).

A terceira fase, caso o brasileiro chegue lá, pode colocá-lo frente a frente com o francês Richard Gasquet, número 14 do mundo. Em caso de novo triunfo, Bellucci deverá enfrentar nas oitavas de final ninguém menos do que Novak Djokovic - eles já duelaram este ano, com vitória de virada por 2 sets a 1 para o sérvio.

Ricardo Mello
Outro brasileiro presente na chave principal de Roland Garros, Ricardo Mello não deu sorte no chaveamento e não deve ter vida longa na competição. Logo na estreia o brasileiro terá que jogar contra um "top 10", o norte-americano Mardy Fish.

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