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"De volta", Volandri supera suspeitas de doping e apostas

Italiano que eliminou Bellucci em SP disputa sua primeira final de um torneio ATP desde 2006, ratificando recuperação da carreira

Giancarlo Giampietro, especial para o iG |

“Para explicar os problemas que tive, eu teria de ficar aqui falando por dois anos”, afirma ao iG Filippo Volandri, 30, algoz de Thomaz Bellucci neste sábado. De fato. Afinal, estamos falando do biênio 2008- 2009 do italiano. É um período que certamente não traz qualquer tipo de boa recordação ao tenista, que enfrenta o espanhol Nicolás Almagro na final do Aberto do Brasil neste domingo, não antes das 15h (horário de Brasília).

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Por onde começar? Durante 2008, “Pippo” foi alvo de investigações da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) sobre supostas manipulações de resultados em partidas oficiais. Depois, viu uma sequência de cinco temporadas como um top 100 mundial ser encerrada. Como se não bastasse, em janeiro de 2009 ele recebeu uma suspensão de três meses por parte da ITF (Federação Internacional de Tênis) devido à deteção da substância salbutamol em quantidade acima do perdido em exame realizado durante o torneio de Indian Wells no ano anterior. A entidade também havia determinado a cassação de seus pontos no ranking e premiação obtidos nas semanas seguintes. Essa é apenas a versão resumida dos fatos.

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Volandri: sorriso em quadra diante de Bellucci, algo antes inimaginável

Três meses depois da suspensão, contudo, Volandri viu seu apelo na CAS (Corte Arbitral de Esporte) surtir efeito, anulando a punição da federação, com o argumento de que o doping foi em decorrência de uma medicação contra crises de asma. “A história de manipulação de resultados, no fim, não foi nada. A do doping foi uma perda de tempo”, comenta. Ele recebeu tudo de volta, mas o estrago estava feito.

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A queda
“Foram realmente muitos problemas e caí muito no ranking”, lembra o italiano, que chegou a ocupar a posição de número 292 na lista da ATP no dia 3 de agosto de 2009, sua pior marca desde outubro de 1999, quando tinha 18 anos.

Se não bastassem os problemas legais, Volandri ainda sofreu fisicamente durante o período, resultando num abalo emocional severo. “Não joguei por três meses. Depois tive uma lesão no joelho. Acabei perdendo o prazer de jogar”, conta ao iG.

O italiano jogou naquele ano apenas três partidas na elite do tênis, perdendo todas elas. Com o ranking baixo, teve de se contentar com a tentativa de resgatar sua carreira em torneios da série Challenger, um degrau abaixo dos torneios de nível ATP.

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“Fui retornar desta forma, e é absolutamente difícil”, disse “Pippo” em referência a esse tipo de competições que reúnem atletas que flertam com o top 100 do ranking, jovens revelações e alguns oponentes veteranos que sustentam uma longa carreira apenas com glórias no segundo escalão.

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Bellucci sucumbiu aos problemas físicos e foi eliminado por Volandri em São Paulo
Do saibro viverás
Aos poucos, Volandri virou uma figura dominante nesse tipo de competição, especialmente quando jogando em território italiano, para reconstruir seu ranking e retornar ao grupo dos 100 melhores no início da temporada passada, quando participou de 32 partidas do circuito ATP, ainda sob o comando do Fabrizio Fanucci, único técnico de sua carreira. “Nós ficamos ainda mais unidos e pude resgatar meu jogo”, afirma.

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Mas ele não abriu mão de jogar os Challengers na terra batida no segundo semestre europeu, enquanto boa parte de seus rivais mais encardidos passa a se concentrar nas quadras mais rápidas. Para ele, esse piso nunca representou muita chance de sucesso. “Nasci no saibro”, explica. Não por coincidência, é o piso do Aberto do Brasil.

Com a vaga assegurada na final do ATP paulistano, a primeira desde 2006, quando disputou quatro e foi campeão em Palermo, os rivais sabem agora que o resgate está completo. “Eu me sinto ótimo, mesmo. Estou de volta".

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