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Convocado por Soderling, Lindell pode se definir na Copa do Mundo

Se eu tiver a melhor semana da minha carreira na Copa do Mundo e ganhar os jogos, fica difícil mudar de novo. Vamos ver

Gazeta Esportiva |

Atual quinto colocado no ranking mundial, o astro Robin Soderling elaborou a convocação da Suécia para a disputa da Copa do Mundo de Dusseldorf e incluiu Christian Lindell, nascido no Rio de Janeiro e dono de nacionalidade sueca. No torneio, o jovem, assediado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT), pode definir qual país defenderá.

"Se eu tiver a melhor semana da minha carreira na Copa do Mundo e ganhar os jogos, fica difícil mudar de novo. Vamos ver. A Suécia, por enquanto, está me dando chances que vão me ajudar a melhorar como tenista e é isso que eu acho o mais importante. Vai ser uma grande experiência e espero jogar muito bem", afirmou o jovem durante o Challenger de Santos.

Filho de pai sueco e mãe brasileira, Christian Lindell foi passar férias no país europeu aos 16 anos e resolveu disputar um torneio. Após se destacar, acabou convidado a mudar de nacionalidade pela federação local, que arcou com os custos de seu desenvolvimento.

Em 2010, após alcançar a semifinal da etapa de São Paulo da Copa Petrobras, ele chamou a atenção da CBT e passou a negociar com a entidade a possibilidade de defender o Brasil. Como a Copa do Mundo é organizada pela ATP e não pela ITF (Federação Internacional de Tênis), atuar pela Suécia em Dusseldorf não impede o tenista de mudar novamente.

Com 19 anos, Lindell é o 325º colocado no ranking mundial, sua melhor posição. Ele estaria no 13º lugar entre os brasileiros, mas é mais jovem que os 12 melhores do País. Na Suécia, além de Soderling, apenas Michael Ryderstedt, 26 anos e 319º da lista da ATP, está na frente do jovem nascido no Rio de Janeiro.

A Copa do Mundo de Dusseldorf, realizada no saibro, será disputada em maio por nações como Argentina, Estados Unidos, Sérvia e Espanha. Desta forma, Lindell, ainda em meio à transição dos futures para os challengers, terá a oportunidade de enfrentar alguns dos melhores tenistas da atualidade.

Questionado se o torneio na Alemanha será o ápice de sua curta trajetória, ele responde sem titubear. "Essa convocação é a melhor coisa que já aconteceu na minha carreira até hoje. Por representar um país, por jogar no mínimo três jogos contra adversários de nível top", explicou.

Além de Robin Soderling e Christian Lindell, foram chamados para defender a Suécia na Copa do Mundo os duplistas Robert Lindstedt e Simon Aspelin. Desta forma, a única mudança em relação ao time que venceu a Rússia na Copa Davis é a entrada do carioca no lugar de Joachim Johansson.

Ele acredita na possibilidade de ser convocado pelo capitão Thomas Enqvist como reserva para a série contra a Sérvia, mas praticamente descarta um chamado para a equipe principal. "Mesmo se eu ganhar os três jogos e a Suécia for campeã da Copa do Mundo, a chance é pequena. Em quadra rápida coberta, tem outros suecos mais experientes", disse.

Se defender a Suécia na Copa Davis, torneio organizado pela ITF, Lindell precisaria ficar três anos afastado de competições por países para poder mudar de nacionalidade. Joachim Johansson, titular na última série, anunciou sua aposentadoria recentemente, o que implica em um ganho de terreno para o brasileiro.

Soderling brinca com Lindell

Atual quinto colocado no ranking mundial, Robin Soderling, 26 anos, foi vice-campeão de Roland Garros em 2009 e 2010. Por seu sotaque ao tentar falar sueco, Christian Lindell é motivo de piadas do astro escandinavo.

"A gente não se vê muito, mas, quando nos encontramos, ele é super gente boa comigo. É muito brincalhão", contou. Segundo Lindell, Soderling sabe do assédio da CBT, mas nunca tentou convencê-lo de forma direta a defender a Suécia.

Ele disse que também jamais falou sobre o tema com João Zwetsch, capitão do Brasil na Copa Davis. Lindell assinou com a Lagardere, dona dos ATP 250 de Bastad e Estocolmo, para gerenciar sua carreira em detrimento da brasileira Koch Tavares, mas garante que isso não é um indício da preferência pela Suécia.

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