Publicidade
Publicidade - Super banner
Tênis
enhanced by Google
 

Com saudades do jogo clássico, Maria Esther Bueno parabeniza Guga

Hoje trabalhando como comentarista, melhor tenista mulher da história brasileira reverencia o tricampeonato de Guga em Roland Garros

Gazeta |

Gustavo Kuerten e Maria Esther Bueno são os dois únicos brasileiros que já conquistaram a chave de simples de um Grand Slam. Com saudades do jogo clássico, a ex-tenista, dona de 19 títulos do gênero, parabeniza o catarinense pelos 10 anos do tricampeonato de Roland Garros .

"No ano passado, foram comemorados os 10 anos do título de 2000 do Guga. Agora, são os 10 anos do tricampeonato. Tem que festejar todos os anos. Isso é ótimo. O Guga foi um excelente jogador, ainda se interessa muito por tênis e também fez muito pelo Brasil", disse Maria Esther, campeã de duplas e de duplas mistas em Roland Garros 1960.

Gazeta Press
Maria Esther Bueno venceu 19 das 34 finais de Grand Slam que disputou, sendo sete em chaves de simples
Muito antes de Guga brilhar, ela fez história no tênis mundial. A brasileira disputou 34 finais de Grand Slam entre 1958 e 1968, das quais venceu 19 - sete em simples, 11 em duplas e uma em duplas mistas. Com essa performance, foi considerada a número 1 do planeta.

Hoje com 71 anos de idade, Maria Esther Bueno trabalha como comentarista de um canal de televisão a cabo e acompanha tanto o circuito feminino quanto o masculino, mas sem grande empolgação. Uma das jogadoras mais elegantes de todos os tempos, ela sente falta do espetáculo.

"Atualmente, esse tipo de jogo só defensivo é meio cansativo, um pouco sem dimensão muito grande. Eu prefiro mais o jogo clássico, a pessoa que vai para a rede, saca e voleia. Por enquanto, ainda está faltando esse tipo de jogo espetáculo. Mas tudo é válido, você jogar no fundo e ganhar os jogos também é muito bom", disse.

A ex-jogadora conversou com a reportagem durante a etapa de São Paulo do Circuito de Veteranos da ATP, realizada na Sociedade Harmonia de Tênis, chamada de "casa" pela própria. Enquanto caminhava pelo clube, foi cumprimentada com um beijo no rosto pelo russo Yevgeny Kafelnikov e pelo sueco Thomas Enqvist, dois ex-top 10.

Dez anos após o tricampeonato de Guga em Paris, Thomaz Bellucci ocupa o posto de número 1 do Brasil. Com apenas 23 anos, ele já chegou ao 21º lugar do ranking da ATP, foi campeão em Gstaad 2009 e Santiago 2010, além do vice na Costa do Sauípe-2009. É o 30º na lista mundial e atua sob o comando de Larri Passos, ex-técnico do catarinense. Questionada sobre Bellucci, Maria Esther Bueno pede calma. "Ele é o numero 1 do Brasil, mas ainda é um pouco cedo para compará-lo com o Guga. Cada um é cada um. Não se pode colocar muita pressão e cobrança, porque isso não dá certo", afirmou a ex-jogadora.

Atualmente, o tênis feminino brasileiro vive uma fase de ostracismo. No 221º posto do ranking mundial, Ana Clara Duarte é a melhor representante do País na lista da WTA. Andréa 'Dadá' Vieira foi a última a disputar um Grand Slam (Aberto dos Estados Unidos 1993) e a figurar no top 100 (em 1990).

Multicampeã, Maria Esther Bueno não demonstra grande esperança em ver uma compatriota despontar na elite do tênis feminino. "Olha, essas coisas são muito difíceis. A gente nunca pode comparar ninguém. Cada um faz o que tem que fazer, e isso [se uma nova brasileira fará sucesso na elite] só o tempo dirá", encerrou.

Leia tudo sobre: Maria Esther BuenoGugagustavo kuertenroland garros

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG