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Tênis
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Chance de disputar Londres 2012 motiva Ricardo Mello no Pan

Tenista foi confirmado na competição mexicana, cujo campeão ganha preferência de classificação para as Olimpíadas do ano que vem

Gazeta |

A possibilidade de se aproximar de uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, foi um dos motivos que atraíram o tenista Ricardo Mello ao Pan-Americano de Guadalajara 2011. Até o momento, ele é o único representante do Brasil confirmado pelo capitão João Zwetsch no torneio mexicano.

"Com certeza, é um incentivo a mais, até porque eu nunca disputei uma Olimpíada", explicou Mello antes de embarcar à Holanda para o ATP 250 de s-Hertogenbosch. Na primeira rodada do torneio, realizado na grama, o italiano Filippo Volandri venceu o brasileiro por 6/4 e 7/6 (7-5), na última segunda-feira.

O campeão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara ganha preferência de classificação para as Olimpíadas de Londres. Na prática, de acordo com Zwetsch, o medalhista de ouro no México terá uma vantagem sobre eventuais concorrentes no momento de definir os representantes na Inglaterra.

"Já tive oportunidade de jogar o Pan outras vezes, mas infelizmente acabou não se concretizando. No Rio de Janeiro, eu queria ter disputado e na última hora não fui convocado. Participar do Pan pela primeira vez é um objetivo que eu tenho. Não quero perder a chance agora e estou feliz por ter essa oportunidade", disse Mello.

Os Jogos Pan-Americanos não oferecem pontos para o ranking da ATP. Além disso, o torneio será disputado na mesma época do Masters 1000 de Xangai, um dos mais importantes campeonatos no piso duro, o preferido do tenista de 30 anos. Questionado sobre o assunto, o atual 90º do mundo minimiza.

"Tem muitas semanas a serem jogadas e eu já sabia que nesse ano teria o Pan-Americano, já tinha claro que nessa semana, independente do torneio, eu iria sacrificar os pontos no ranking mundial pelo Pan-Americano. Independente dos outros campeonatos, quero estar no Pan", reiterou Mello.

Além da possibilidade de se aproximar da vaga em Londres, a chance de disputar um torneio em equipe pesou para o tenista brasileiro. "É diferente e me deixa bastante motivado, porque você passa o ano todo jogando o circuito sozinho, individual", explicou.

No México, Mello defenderá a hegemonia brasileira no Pan-Americano. Em Santo Domingo 2003, Fernando Meligeni conquistou o ouro com um triunfo sobre o chileno Marcelo Rios. Quatro anos depois, no Rio, foi a vez de Flávio Saretta. Mas, por enquanto, o representante nacional em Guadalajara adota a cautela.

"Ainda é cedo para falar em chances. Primeiro, quero ver a lista de jogadores que vão disputar. É quadra rápida e com altitude [1.560m], são condições que eu gosto bastante, mas precisa ver o tipo de bola que eles vão usar, porque no México costumam colocar um tipo de bola diferente. Precisamos chegar com antecedência para acostumar", afirmou Mello.

Além da disputa em simples, em Guadalajara também serão realizadas competições em duplas e duplas mistas. A ideia de João Zwetsch é convocar três especialistas em simples e formar as parcerias a partir deles. Rogério Dutra da Silva e João Souza, o Feijão, já chamados para a Copa Davis, são os favoritos para completar o time no México.

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