Publicidade
Publicidade - Super banner
Tênis
enhanced by Google
 

Bueno desconhece jogadoras brasileiras e vê tênis feminino instável

Segundo a tricampeã de Wimbledon, não há aqueles jogadores que estão sempre no topo no feminino como Nadal, Federer ou Djokovic

Gazeta |

Aos 71 anos, Maria Esther Bueno continua jogando tênis e trabalha como comentarista de um canal de televisão por assinatura. Apesar de se manter ligada ao esporte que a consagrou, ela desconhece as atuais melhores jogadoras do Brasil no ranking mundial e tampouco se empolga com o instável tênis feminino internacional.

Atual 232ª colocada da lista da WTA, Ana Clara Duarte é a número 1 do Brasil, seguida por Roxane Vaisemberg (242ª), Vivian Segnini (291ª) e Teliana Pereira (310ª). Já Beatriz Maia, 15 anos e 1,84m, é apontada como principal promessa do País. Maria Esther disse desconhecer o grupo. "Ainda não tive a oportunidade de vê-las jogando", declarou.

A brasileira é a maior atleta individual da história do esporte nacional. De 1958 a 1968, disputou 35 finais de Grand Slam, das quais venceu 19 - sete em simples, 11 em duplas e uma em duplas mistas. Em 1960, ganhou os quatro torneios mais importantes em duplas, um feito inédito até então.

A postura da ex-jogadora, já considerada a melhor do mundo, contrasta com a de Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros (1997, 2000 e 2001) e também ex-líder do ranking. Em parceria com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o Ministério do Esporte e Larri Passos, seu antigo treinador, ele comanda um projeto de formação de tenistas visando às Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016 com verba de R$ 2 milhões.

Após travar uma intensa batalha contra as lesões, Maria Esther Bueno se aposentou em 1977, aos 38 anos. Questionada sobre os motivos da queda do tênis feminino brasileiro, especialmente nas últimas temporadas, a tricampeã de Wimbledon e tetra do Aberto dos Estados Unidos prefere não se alongar.

"É muito difícil de explicar. Todos os países são desse jeito: gente aparece e gente some. É meio complicado", afirmou. Ainda assim, ela diz torcer pelo surgimento de uma sucessora brasileira. "A gente espera que apareça, porque tem que ter [uma sucessora]. Esperamos que sim", completou.

Além de não acompanhar o tênis feminino no Brasil, Maria Esther fala sem empolgação sobre a modalidade em nível internacional. Atualmente, não há sequer uma jogadora que chame a atenção da brasileira, que aponta a alemã Steffi Graf e a norte-americana Martina Navratilova, ambas já aposentadas, como suas preferidas.

"Hoje em dia, no tênis feminino não tem aquelas quatro ou cinco jogadoras que estão sempre no topo, como acontece no masculino com o Nadal, o Federer, o Djokovic e o Murray. No feminino, tem muitos altos e baixos a cada semana", afirmou Maria Esther, antes de citar um exemplo prático.

"A Serena Williams quase nunca joga, mas, sempre que joga, é campeã. Não sei se isso é bom para o tênis feminino: uma tenista que fica um ano fora, volta e ganha", raciocinou a brasileira. A norte-americana disputou apenas quatro torneios na temporada de 2011 em função de problemas de saúde, mas conquistou dois.

Enquanto se recupera de uma cirurgia no ombro para poder voltar a jogar tênis, Maria Esther Bueno, famosa por sua elegância em quadra, lamenta o rumo tomado pelo esporte nos últimos anos. "Atualmente, é mais força do que técnica. Quem fica mais tempo em quadra batendo mais forte, ganha", encerrou a ex-jogadora.

Leia tudo sobre: tênis femininomaria esther bueno

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG