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Tênis
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Brasil já foi palco de títulos de tenistas legendários

Agassi, Borg, Wilander e tenistas que hoje dão nome a quadras principais de dois Grand Slams protagonizaram torneios históricos

Giancarlo Giampietro, especial para o iG |

Com o Brasil Open estabelecido no calendário da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), chegando ao seu 11º consecutivo no circuito, já deu tempo de o público nacional se habituar a acolher alguns dos atletas da elite da modalidade.

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Agora, na hora em que os organizadores divulgassem a chave do torneio, se lá estivessem inscritos tenistas com mais de 20 títulos em Grand Slam e Copas Davis, que tipo de frenesi poderia envolver esses mesmos torcedores?

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Bem, houve um tempo em que as quadras brasileiras receberam exatamente esse tipo de competidor, com currículos tão expressivos que tornariam pálidos até mesmo o currículo de 16 troféus de um Juan Carlos Ferrero, um dos cabeças-de-chave do torneio que começa a ser disputado nesta segunda-feira em São Paulo.

Guia do Brasil Open 2012: quem e como assistir

O iG resolveu, então, vasculhar um empoeirado baú para lembrar cinco torneios históricos realizados no país, com direito ao primeiro titulo de Andre Agassi, o último de Mats Wilander e outras figuras legendárias do esporte:

São Paulo 1974 – Adolescente Borg prevalece em ano estrelado
Vamos lá: o australiano Rod Laver dá nome à quadra principal do Aberto da Austrália. O norte-americano Arthur Ashe tem essa honraria no Aberto dos EUA. Bjorn Borg venceu Roland Garros seis vezes e só não batizou um estádio por lá talvez, quem sabe, por ser sueco. O argentino Guillermo Villas detém o recorde de vitórias seguidas no circuito profissional, com 46. Além de estarem entre os maiores da história, esse quarteto tem em comum o fato de ter participado da chave mais estrelada que o pais já teve – e não vale contar o competições de veteranos, combinado?

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Bjorn Borg: título em São Paulo foi o terceiro dos oito que ele conquistou em 1974

Borg, então aos 17 anos, dava início a sua ascensão avassaladora e prodigiosa no circuito. Em São Paulo, ao bater o brasileiro Thomaz Koch na semifinal (de virada, 3-6, 7-5 e 6-2) e Ashe, o cabeça-de-chave número 1, na final (6-2, 3-6 e 6-2), ele conquistou o terceiro titulo na temporada e o terceiro de sua carreira, depois de Auckland e Londres. Ele ainda levaria mais cinco canecos no ano. Villas, então com 22 anos, caiu na segunda rodada, diante do norte-americano Harold Solomon, ex-número cinco do mundo. Laver perdeu nas quartas para o italiano Antonio Zugarelli.

São Paulo 1975 – A vez de Laver
Único tenista na história a completar duas vezes o Grand Slam, vencendo em série o Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e o Aberto dos EUA em 1962 como amador e em 1969 já como profissional, ano em que levou 17 troféus de 32 disputados. Também foi o primeiro a somar US$ 1 milhão em premiação.

Com 1,73m de altura, atacava seus adversários de modo incessante, subindo à rede com agressividade e muita força em seus golpes – algo que Novak Djokovic notou em Melbourne neste ano ao agradecer a mítica presença nas semifinais deste ano, pedindo desculpas por seu estilo de jogo bem mais defensivo. Laver foi dominante nos anos 60 e, quando desembarcou na capital paulistana por uma segunda vez, começava a entrar em declínio, aos 35, embora tenha jogado seu último torneio em 1979.

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Rod Laver: único tenista na história a completar duas vezes o Grand Slam

Declínio relativo, aliás, já que ganhou quatro torneios e 23 partidas seguidos, contando as cinco por aqui, uma delas na semifinal contra Thomaz Koch, único a tirar um set do multicampeão em derrota por 1-6, 6-3 e 1-6. Na segunda rodada, ele havia passado pelo compatriota Roy Emerson, num clássico. Então com 37 anos, Emerson já tinha em seu currículo um octocampeonato da Copa Davis e 28 Grand Slams (12 em simples, recorde que só viria a ser superado por Pete Sampras em 2000 e que hoje pertence a Roger Federer). Na final, Laver derrotou Roscoe Tanner, americano campeão do Aberto da Austrália em 1977.

São Paulo 1976 – Borg retorna para vencer
Em uma chave reduzida disputada ainda em carpete, com apenas com 16 inscritos, o sueco ganhou o segundo troféu no Brasil ao vencer Villas em mais uma final de pesos pesados, em dois sets: 7-6 (7-4) e 6-2. Ele já havia derrotado Koch pela segunda vez consecutiva na semifinal. Essa seria a última edição do torneio na década de 70. O evento, com menos estrelas, seria retomado em 1981, em janeiro, no saibro, e o brasileiro Carlos Kirmayr seria o campeão.

Itaparica 1987 – Prazer em conhecê-lo, Andre Agassi
Quantos dos brasileiros que compareceram à final do ATP de Itaparica em 1987, para torcer por Luiz Mattar, poderiam saber que estavam prestes a acompanhar um momento histórico? Dificilmente eles poderiam imaginar que testemunhariam o primeiro troféu de uma coleção de 60 que aquele tal de Andre Agassi, dos EUA, com vasta cabeleira e roupas extravagantes, levaria.

Depois de um primeiro set duro, vencido no tie-break, o norte-americano não deu chances a Mattar, que havia passado por duras batalhas na chave, na segunda parcial, fechando o jogo em 6-2. “Foi o local de meu primeiro título, quando eu tinha 17 anos, e joguei contra um brasileiro na final. Embora não estivessem torcendo para mim, comemoraram comigo”, afirmou o tenista em visita ao Brasil em 2010.

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André Agassi: título no Brasil, em 1987, foi o primeiro dos 60 que ganhou na carreira

Oitavo cabeça-de-chave do torneio, Agassi teve dificuldade na primeira rodada para superar o convidado brasileiro José Daher (que teve o numero 139 como ranking máximo de sua carreira, em 1988), de virada: 5-7, 6-0 e 6-3, em quadra dura. Nas quartas de final, ele derrotou o compatriota Brad Gilbert por 6-1 e 6-3. Será que os dois imaginariam que, sete anos depois, Gilbert estaria ao lado de Agassi e que a parceria duraria por oito temporadas?

Itaparica 1990 – A saideira de Wilander
Se Agassi abriu sua coleção de troféus em solo baiano, Mats Wilander foi conquistar o último de seus 33 títulos em Itaparica, aos 26 anos. Em torneio de quadra sintética, o sueco entrou na chave como o cabeça-de-chave número cinco e saiu inquestionavelmente triunfante, tendo perdido apenas 19 games em cinco jogos, com direito a parciais de 6-1 e 6-2 na decisão contra o cascudo uruguaio Marcelo Fillipini (tenista que disputou um dos games mais longos da história, em Casablanca, contra o espanhol Alberto Berasategui com 28 igualdades!).

Em 1982, no ano seguinte à aposentadoria do compatriota Bjorn Borg, Wilander ganhou Roland Garros, aos 17 – ele ainda ganharia mais seis taças de Grand Slam. Foi o número um do mundo em 1988. Numa estranha coincidência com Borg, também deixou as quadras cedo, logo em 1991. Em 1993, acabou retornando ao circuito, jogando até 1995, mas sem retornar ao top 10.

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Mats Wilander conquistou o último dos seus 33 títulos no Brasil, em 1990

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