Publicidade
Publicidade - Super banner
Tênis
enhanced by Google
 

Bellucci sai atrás, é empurrado pela torcida e avança em SP

"Se não fossem vocês, eu não teria ganhado hoje", disse o tenista ao público após vitória de virada sobre argentino

Giancarlo Giampietro, especial para o iG |

“Se não fossem vocês, eu não teria ganhado hoje”, afirmou, ainda em quadra, um emocionado Thomaz Bellucci aos torcedores presentes no Ginásio do Ibirapuera, depois de uma vitória dramática de virada sobre Leonardo Mayer, com 2h36 de partida. Foi um justo agradecimento: o apoio do público e a pressão sobre o argentino foram decisivos para levar o paulista de Tietê à semifinal do Brasil Open.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Por quatro dias, a torcida anfitriã aguentou. No fechamento da rodada desta sexta-feira, porém, a etiqueta que se espera em um jogo de tênis foi para o espaço. Virou clima de Copa Davis, ou mais, na verdade. “Nunca senti uma energia tão positiva assim jogando no Brasil. É um sentimento muito especial”, afirmou o tenista, que triunfou com parciais de 3-6, 6-2 e 7-5. Ele agora enfrenta o italiano Filippo Volandri neste sábado, em São Paulo.

Leia mais: Especialistas dizem que o melhor de Bellucci ainda está por vir

AE
Thomaz Bellucci vence no sufoco e se classifica para as semifinais do Aberto do Brasil

Em um dia em que mais de 7.300 pessoas compareceram ao Ginásio do Ibirapuera, o público teve interferência direta na vitória de Bellucci, com muita vaia sobre o argentino, xingamentos e gritos em momento inapropriado como a hora do saque. O tradicional canto de “Eu sou brasileiro...” também foi entoado, assim como a “ola” foi vista pela primeira vez na semana.

Leia ainda: Árbitro brasileiro na elite do tênis aprova tecnologia e se anima com desafios

"No Uruguai, eu já vi coisa muito pior acontecer. Sou muito amigo dele, jogamos juntos desde o juvenil e até pedi desculpas", disse Bellucci. "Mas o brasileiro é assim, muito emotivo. Algumas pessoas passaram do limite. Mas foi muito difícil para ele, muita pressão."

Vaia decisiva
Essa pressão influenciou claramente o rendimento do argentino. Seu primeiro serviço, que estava fazendo estragos, caiu de 68% para 48% do set inicial para o segundo, por exemplo.

Leia mais sobre tênis e opine no blog do Paulo Cleto no iG Esporte  

Por mais que o árbitro de cadeira tenha se esforçado em acalmar os espectadores, de pouco adiantou. Cada saque errado do argentino era recebido com uma intensa vaia.

Mayer se manteve focado até o quinto game do segundo set, quando teve sua primeira interação com um torcedor, ao pedir a devolução de uma bola que havia caído em um setor de área vip situado atrás da quadra, com um gestual de “fazer o quê?”. Ouviu “milongueiro” como resposta.

Veja também: Semifinal do Brasil Open afasta espanhol da universidade

No game seguinte, Bellucci, que joga a semifinal do Brasil Open pela segunda vez na carreira, depois de 2009, quando foi vice-campeão, conseguiu a quebra de saque, vibrando muito em quadra, enquanto seu adversário reclamava pela primeira vez com a arbitragem. O brasileiro, então, foi bem no ataque em seu serviço e abriu 5-2 para conseguir nova quebra na sequência e empatar o jogo. A torcida, depois de urrar, começou a fazer a ola, que durou até o início do set derradeiro. 

E mais: 'Sofri muito mais que o Bellucci', diz Saretta em entrevista ao iG

 

Montanha russa
Na volta do jogo, de modo inesperado, seguindo firme em seus altos e baixos durante uma partida, Bellucci sacou mal e sofreu a quebra logo de cara, ajudando a esfriar a própria torcida.

Nos games seguintes, Mayer conseguiu se sacar com saques poderosos e alguns erros do brasileiro. Até chegar a hora de o argentino servir com um 5-4 a seu favor. A torcida voltou a fazer muito barulho e pressão, e o oponente sentiu. 

Tal como no set anterior, Bellucci voltou a se alimentar da energia dos torcedores, cresceu no jogo e contou com um Mayer desestabilizado pelos erros constantes para virar o jogo em 6-5. No 12º game, sacando para forçar um tie-break, Mayer voltou a errar muito. O jogo terminou em uma dupla falta, a sétima do argentino.

Bellucci vibrou muito, bateu a mão no peito e correu para abraçar o técnico (argentino) Daniel Orsnanic, sentado ao lado da quadra. Depois, recebeu um microfone para falar com o público. “"Foi o jogo mais especial que já participei", disse. "Amanhã tem mais, e espero que todo mundo compareça. Espero que a gente consiga todo mundo junto levar o Brasil para a final.”

 

Leia tudo sobre: tênisthomaz bellucciaberto do brasil

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG