Espanhóis chegam ao Brasil sem Rafael Nadal, David Ferrer e tiveram o desfalque de Marcelo Granollers, de última hora. Brasil depende de Belucci e tem retrospecto alarmante

Técnica, controle emocional, piso, altitude e físico contam bastante em uma partida de tênis. Na Copa Davis existe também a participação da torcida, que sempre faz muito barulho para apoiar o seu país. A partir desta sexta-feira, o Brasil encara a Espanha no Ginásio do Ibirapuera pela repescagem da Copa Davis, na tentativa de voltar ao Grupo Mundial em 2015. 

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Antes do início do confronto, que começa nesta sexta-feira, às 16h, o iG reuniu uma lista de fatores, prós e contra o Brasil, que podem definir o duelo. Confira:

Grande estrela espanhola, Nadal desfalca sua seleção no Brasil
Andres Kudacki/AP
Grande estrela espanhola, Nadal desfalca sua seleção no Brasil

A favor - Nadal e Ferrer fora
A Espanha chega enfraquecida pelas ausências de seus dois melhores tenistas, Rafael Nadal e David Ferrer. O número 2 do mundo tem uma lesão no punho e ficou de fora dos Masters de Toronto e Cincinnati, além do último Grand Slam da temporada, o US Open. Já Ferrer se decepcionou com seu desempenho em Nova York e dará preferência à turnê asiática do circuito.

Contra - Retrospecto é alarmante
Mesmo sem seus principais jogadores, a Espanha tem tradição no tênis. Possui nada menos do que dez jogadores entre os 50 melhores do ranking. No confronto direto, Bellucci (83º) perdeu de Roberto Bautista-Agut (15º) na única vez em que se enfrentaram, no US Open do ano passado.

Já no duelo contra Pablo Andujar, igualdade de duas vitórias para cada lado. Porém, o espanhol levou a melhor nas últimas duas oportunidades. Ele venceu Bellucci no saibro coberto de Hamburgo, neste ano, em condições semelhantes às do Ibirapuera.

Ginásio do Ibirapuera deve ficar lotado para o confronto
Inovafoto
Ginásio do Ibirapuera deve ficar lotado para o confronto


A favor - Torcida
A torcida brasileira deve lotar o Ginásio do Ibirapuera para o confronto. Na Copa Davis, o barulho das arquibancadas é mais permitido do que no circuito. Neste caso, o apoio deve dar força aos brasileiros e pode tirar a concentração dos espanhóis.

"Jogar em casa pesa também, a torcida brasileira vem em peso para os jogos, no Brasil Open sempre acaba incomodando o adversário, pode tirar um pouco do foco deles. Pode ser uma vantagem também", destaca Thomaz Bellucci. 

Contra - Dependência de Bellucci
Bellucci não vem de boa temporada no saibro, mas reagiu e mostrou um tênis de melhor nível durante o US Open. Porém, a defasagem entre o número 1 do Brasil e os demais jogadores pesa para o confronto e é improvável que Rogerinho consiga fisgar um ponto dos espanhóis. 

A própria comissão técnica já admitiu a dependência dos pontos de Bellucci para o Brasil voltar ao Grupo Mundial da Davis. O tenista paulista terá de lidar com a responsabilidade e precisará de controle emocional e paciência para tal façanha. 

Marcelo Mello e Bruno Soares vem com bons resultados no circuito e são esperanças do Brasil nas duplas
Reuters
Marcelo Mello e Bruno Soares vem com bons resultados no circuito e são esperanças do Brasil nas duplas

A favor - Dupla segue forte
A dupla brasileira, formada por Marcelo Melo (5º) e Bruno Soares (6º), tem bom retrospecto e é favorita para o duelo. Mas não terá vida fácil. A parceria com Marc López, vice-campeão do US Open e algoz dos brasileiros em Nova York, e Davi Marrero tem experiência e pode complicar. Marcel Granollers sofreu lesão no punho e ficou fora do confronto.

"A Espanha tem uma dupla de alto nível, jogue quem jogar", disse Melo, em entrevista antes da confirmação dos duplistas.

Contra - Pressão após convocação polêmica
A escolha de João Zwestch por Rogerinho e Clezar, e a ausência de João Souza, o Feijão, tenista número 2 do Brasil, deu o que falar. O capitão admitiu que Feijão vive melhor momento, mas preferiu Rogerinho, por conta da experiência na Davis.

O segundo simplista do Brasil não vem de boa temporada no circuito e chegará pressionado ao Ibirapuera. Rogerinho entra em quadra para provar que a escolha foi a mais correta.

A favor - Piso e altitude
"As condições da quadra são as melhores, como queríamos", disse Bruno Soares na coletiva. Os brasileiros têm preferência pelo saibro e já tiveram sucesso na quadra fechada do Ibirapuera. Bellucci chegou duas vezes às semifinais do Brasil Open, e Bruno Soares conquistou o tricampeonato do torneio ao lado do austríaco Alexander Peya.

A altitude de São Paulo, cerca de 790 acima do nível do mar, faz a bolinha andar mais. Com isso, os pontos devem ser definidos rapidamente, sem grande desgaste físico dos atletas, o que favorece a Thomaz Bellucci.

Pablo Andújar, Marc Lopez, David Marrero, Roberto Bautista-Agut, Carlos Moyá (capitão), Bruno Soares, Rogerinho, Thomaz Bellucci, João Zwetsch (capitão) e Marcelo Melo
Divulgação
Pablo Andújar, Marc Lopez, David Marrero, Roberto Bautista-Agut, Carlos Moyá (capitão), Bruno Soares, Rogerinho, Thomaz Bellucci, João Zwetsch (capitão) e Marcelo Melo


Veja como ficaram os confrontos
Escolhido como segundo simplista brasileiro, Rogerinho (201º) será o primeiro a entrar em quadra. Ele enfrenta Roberto Bautista Agut (15º), que recentemente chegou às oitavas de final do US Open, nesta sexta, às 16h. Na sequência, Thomaz Bellucci (83º) terá pela frente Pablo Andujar (44º).

Para o duelo de duplas, sábado, às 14h30, Bruno Soares e Marcelo Melo entram como favoritos. Eles terão pela frente Marc Lopez e David Marrero. A Espanha não terá Marcel Granollers, com um lesão no pulso.

No domingo, a partir das 14h, acontecem os outros dois jogos de simples. Thomaz Bellucci enfrenta Roberto Bautista Agut, e na sequência Rogério Dutra Silva tem pela frente Pablo Andujar. O vencedor do duelo retornará ao Grupo Mundial em 2015.

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