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Número 3 do mundo no ranking das duplas, tenista brasileiro critica caminho até o sucesso no esporte dentro do país

Bruno Soares e Alexander Peya exibem o troféu de campeão de duplas do Masters 1000 de Montreal
Divulgação
Bruno Soares e Alexander Peya exibem o troféu de campeão de duplas do Masters 1000 de Montreal

Seis títulos conquistados em 2013, número 3 do mundo nas duplas e uma parceria de sucesso ao lado do austríaco Alexander Peya. O ano praticamente perfeito de Bruno Soares rendeu ao mineiro nascido em Belo Horizonte o status de melhor tenista do país, mas a vitória e o reconhecimento não chegaram de forma fácil e rápida.

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Profissional desde 1999, o tenista de 31 anos passou por dificuldades no início da carreira. O tênis é um esporte caro para ser praticado no País. O apoio dos pais e clubes, financeiramente, é fundamental para a formação de um tenista. Com Bruno Soares não foi diferente.

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“Tive ajuda dos meus pais, do Minas Tênis Clube e do meu próprio investimento. No início da minha carreira, tudo que ganhava investia. Passei anos no negativo ou no 0 a 0. E isso faz parte, infelizmente. Hoje temos bem mais apoio da Confederação e patrocinadores, o que fica mais fácil”, disse Bruno Soares, em entrevista ao iG , antes de receber o prêmio da Sports Life de melhor tenista do ano, na noite desta terça-feira.

Abraço de Bruno Soares em Alexander Peya, seu parceiro nas quadras em torneios internacionais
Getty Images
Abraço de Bruno Soares em Alexander Peya, seu parceiro nas quadras em torneios internacionais


O brasileiro pede a criação de centros de treinamento acessíveis e cita os exemplos das escolas da Espanha, França e Argentina na modalidade, que não param de revelar bons tenistas.

“Uma das coisas que faltam são alguns centros de treinamentos, onde as pessoas possam se encontrar, trocar experiências, da base aos profissionais, junto dos treinadores também, além dos preparadores físicos e fisioterapeutas. Quando você cria uma escola e um caminho a se seguir de forma vitoriosa, as coisas ficam bem mais fáceis. Você vê escolas como da França, Espanha e Argentina, lá já tem um caminho a ser seguido. Aqui no Brasil, o jovem bate muito a cabeça até se dar bem”, criticou o tenista brasileiro.

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Porém, a falta de recursos não é mais problema para Soares. Os títulos e o bom desempenho em 2013 lhe garantiram 776 mil dólares na temporada, cerca de R$ 1,83 milhão, somente em premiações, sem contar a verba de patrocínio.

O sucesso recente trouxe uma grande responsabilidade para 2016: uma medalha nos Jogos do Rio. Para isso, Soares já admite voltar a formar dupla com o também mineiro, Marcelo Melo, número seis do mundo, que vem de temporada de sucesso ao lado do croata Ivan Dodig. Eles jogaram juntos até 2011 e fazem parceria quando defendem o Brasil na Copa Davis.

“Somos de Belo Horizonte, treinamos juntos, temos o mesmo preparador físico. Diariamente, convivemos e pensamos sobre isso. Temos ciência de que antes das Olimpíadas precisamos jogar mais juntos, mas a gente também sabe do nosso potencial. Jogamos juntos desde os sete anos, então, nosso entrosamento é praticamente automático”, disse Bruno Soares

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