Com a conquista do bi no US Open, tenista espanhol segue invicto nas quadras duras na temporada e segue na caminhada para retomar o posto de número 1 do mundo

Com o bi no US Open, Rafael Nadal chegou ao seu décimo título no ano
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Com o bi no US Open, Rafael Nadal chegou ao seu décimo título no ano

Desacreditado por muitos após sete meses afastado das quadras, Rafael Nadal ressurgiu e domina o tênis masculino em 2013. O bi no US Open diante do rival Novak Djokovic ratifica o retorno do espanhol, que tem números avassaladores no ano.

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Dez títulos, 60 vitórias, apenas três derrotas e invencibilidade em quadras duras na temporada aproximam o espanhol de tomar o lugar de Novak Djokovic como número 1 nas próximas semanas. Devido à lesão no joelho, agora curada, ele não tem pontos a defender até o restante do ano e fatalmente voltará a liderar o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), o que não acontece desde junho de 2011.

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Entre os 60 títulos na carreira, Nadal se destaca pela soberania no saibro, tanto que é considerado o ‘Rei” do piso, com oito conquistas de Roland Garros, a última neste ano. No entanto, na temporada atual chama a atenção o domínio do espanhol nas quadras duras. O número 2 do mundo venceu as 22 partidas que disputou no piso sintético e segue invicto na superfície neste ano.

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O retrospecto nas quadras duras não gera apenas temor em seus adversários mundo afora, rende premiações extras também. Por conquistar o US Open Series, conjunto de dez torneios da América Central, Nadal levou 1 milhão de dólares (R$ 2,27 milhões). Com esse valor somado ao recebido pelo triunfo no US Open, mais 2,6 milhões de dólares (R$ 5,9 milhões), o espanhol contabilizou nada menos do que R$ 8,17 milhões apenas nesta segunda-feira.

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A somatória parece absurda, mas, se comparada ao montante que o espanhol já conquistou durante toda a carreira, é pequena. Somente em premiações, sem contar os valores pagos por patrocinadores, Rafael Nadal já embolsou mais de 60 milhões de dólares, cerca de R$ 135 milhões.

Lesão no joelho, sete meses fora e ressurreição
A soberania do espanhol em 2013 é uma surpresa. Após cair na segunda rodada de Wimbledon em 2012, Nadal foi se tratar de uma lesão no joelho esquerdo, chamada de síndrome de Hoffa. Ele ficou de fora das Olimpíadas de Londres, do US Open do ano passado e do Aberto da Austrália de 2013, entre outros torneios. Caiu no ranking, e sua parada criou a expectativa até mesmo de uma possível retirada das quadras.

Rafael Nadal com a taça de campeão do Brasil Open 2013
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Rafael Nadal com a taça de campeão do Brasil Open 2013

Mas Nadal deu a volta por cima. Mesmo ainda fora de ritmo, ele retomou o circuito em fevereiro deste ano, no ATP de Vinã del Mar. Na ocasião, ficou com o vice em simples e duplas e mostrou a volta de seu espírito competitivo. A primeira conquista em seu retorno às quadras veio no Brasil Open, em São Paulo. Porém, ainda reclamava de dores.

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Depois disso, foram mais glórias e menos queixas do incômodo no joelho. Nadal dominou a temporada de saibro, que culminou com o oitavo título do espanhol em Roland Garros, e tem se mostrado soberano nas quadras duras, chegando indiscutivelmente ao status de melhor tenista de 2013. Com 11.010 pontos, o espanhol tem ampla vantagem diante dos 7.970 de Novak Djokovic, segundo colocado na corrida dos campeões.

Nadal x Federer em Grand Slams
Com o titulo no US Open, Nadal somou mais um Grand Slam e chegou a 13 no total. O espanhol segue atrás do americano Pete Sampras, que tem 14, e do suíço Roger Federer, detentor de 17 em toda a carreira.

Aos 27 anos de idade, o espanhol de Manacor ainda não se livrou do fantasma das lesões, mas deu uma lição de superação e provou que pode superar muitos recordes no circuito nos próximos anos.

Nadal tem 13 títulos de Grand Slam na carreira, contra 17 de Federer
Reuters
Nadal tem 13 títulos de Grand Slam na carreira, contra 17 de Federer


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