Tenista mineiro reclamou da organização do Brasil Open e ainda aguarda por uma partida na quadra central do Ibirapuera

Bruno Soares é o atual bicampeão de duplas do Brasil Open e fez uma ótima temporada em 2012, inclusive com o título de duplas mistas do Aberto dos EUA, ao lado da russa Ekaterina Makarova, mas se sente desprestigiado em São Paulo.

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Desde o início do torneio, o mineiro e o seu parceiro austríaco Alexander Peya atuaram em quadras secundárias da competição. Além disso, enquanto Nadal jogava para mais de 9 mil pessoas na quadra central, Soares e Peya venciam os colombianos Juan Sebastian Cabal e Santiago Giraldo para um público de “no máximo umas três pessoas”, de acordo com a contagem do brasileiro.

Bruno Soares (direita) e Alexander Peya
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Bruno Soares (direita) e Alexander Peya

“Eu me sinto ligeiramente desapontado com a organização por uma certa falta de carinho com a minha pessoa. Acho que não tem como competir com Nadal, nem quero. Só acho que merecemos um pouco mais de respeito. Mereço um certo carinho, uma atenção. Não só eu. Marcelo Melo e os outros brasileiros”, desabafou o mineiro, número 19 do ranking de duplas da ATP.

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Ao lado de Peya, Soares encara nesta sexta o argentino Horacio Zeballos, algoz de Nadal em simples no torneio de Viña Del Mar e o austríaco Oliver Marach. O confronto será no Ginásio Mauro Pinheiro, mas Soares até foi irônico ao falar do ‘desafio’ de jogar na quadra central do Ibirapuera.

“Não me sinto apagado, me sinto ótimo. Eu me sinto até brilhando. Estou na semifinal de mais um Brasil Open. Espero ganhar meu próximo jogo e acredito que a final vai ser lá. Não vou ficar aqui reclamando e brigando. Estou expressando a minha opinião. Se a central não vem até mim, eu vou até a central “, finalizou o mineiro.

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