Ginásio do Ibirapuera foi chamado de "sauna" pelos tenistas, e o alto valor dos ingressos não se justificou diante da falta de estrutura do local

Com belos lances e descontração, a turnê de Roger Federer e cia. em São Paulo conquistou a torcida brasileira. Porém, o time de estrelas do tênis e o público que compareceu ao Ibirapuera sofreram com o calor dentro do ginásio, com o desconforto na locomoção dentro e fora do local e com o alto preço dos ingressos para o evento.

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Domingo foi o dia mais concorrido da turnê de Roger Federer em São Paulo
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Domingo foi o dia mais concorrido da turnê de Roger Federer em São Paulo


Acostumado a jogar em grandes arenas, Roger Federer criticou a estrutura do Ibirapuera, dizendo que o ginásio parece ser velho e que precisa de mais espaço para a locomoção de público e jogadores.

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“Tem que melhorar muito. Tem que ser confortável para os fãs e a imprensa. Vem gente de todo o mundo. As exigências da TV são grandes. Gostei da atmosfera, a torcida é legal, o pessoal participa. Mas o estádio parece ser velho. Precisa de mais espaço de locomoção. Um quadra extra para aquecimento é pouco. Ainda falta muito para chegar ao nível de sediar uma grande competição”, afirmou o tenista número 2 do mundo, protagonista da turnê.

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Jo-Wilfried Tsonga também pediu melhorias no Ibirapuera. Ao ser questionado se o Brasil está pronto para receber competições importantes, o francês respondeu: "Não neste ginásio. Com os eventos que vai receber, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Brasil pode melhorar. Tem um potencial enorme para isso. Talvez no futuro possa receber uma grande competição, mas não neste momento".

Federer e Tsonga, além de Thomaz Bellucci, reclamaram ainda do calor no local. O francês e o brasileiro chamaram o ginásio de sauna, pois não possui um sistema de ventilação eficiente. Um dos patrocinadores da turnê até distribuiu abanadores para o público, mas os brindes eram atirados dentro da quadra após as partidas.

Veja fotos de Federer em sua turnê em São Paulo:

Ingressos caros elitizam o evento

Com ingressos caros, entre R$ 500 e R$ 990, a turnê não fugiu da fama do tênis de ser um esporte elitista. O alto valor das entradas ajuda a dificultar a popularização do esporte no país, que sofre uma entressafra de ídolos após a aposentadoria de Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros.

Uma promoção de última hora, na qual os fãs gastavam R$ 90 reais em uma das lojas do Ibirapuera e ganhavam direito a um ingresso para a partida entre Roger Federer e Tommy Haas, no domingo, tentou amenizar o problema.

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Maria Sharapova enxuga o rosto em noite quente e abafada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo
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Maria Sharapova enxuga o rosto em noite quente e abafada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo

E não somente os ingressos custavam caro. Nas dependências do Ibirapuera, os fãs pagavam R$ 10 pela pipoca, R$ 8 por um hot dog e o mesmo valor por um salgadinho.

Mesmo pagando esse valor, os torcedores sofreram com a falta de estrutura do ginásio. Antes de chegar ao Ibirapuera, os fãs que optavam por ir de carro tinham dificuldades com o trânsito, e os ‘flanelinhas’ cobravam de R$ 30 a R$ 70 reais para o estacionamento nas ruas próximas ao ginásio.

Como é de praxe, o trânsito paulistano também atrapalhou a chegada da torcida, e as partidas que começavam às 19h30 – horário próximo ao do rush na cidade – contavam com as arquibancadas repletas de lugares vazios, principalmente na sexta-feira, dia com a menor presença de público.

A arbitragem brasileira também deixou a desejar. Os juízes de linha cometiam erros nas marcações e até irritaram os tenistas, principalmente a russa Maria Sharapova e o alemão Tommy Haas, que gesticulavam algumas vezes com a arbitragem, discordando dos lances. O placar eletrônico apresentou problemas e muitas vezes era atualizado de forma errada, gerando vaias do público.

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