Fãs de Federer se organizam no Facebook para assistir ao ídolo em São Paulo

Cerca de 50 integrantes do "Team Federer Brasil" saem de várias cidades do país para seguirem o suíço e não medem esforços para tirar foto com o tenista

Luís Araújo - iG São Paulo | - Atualizada às

Roger Federer contará com torcida especial para o jogo deste sábado contra o francês Jo-Wilfried Tsonga, no ginásio do Ibirapuera. Cerca de 50 integrantes do “Team Federer Brasil”, grupo do Facebook que reúne fãs do tenista suíço, saíram de várias cidades do país e estão na capital paulista desde a última quinta-feira. Juntos, acompanham a passagem do ídolo pelo país e não mediram esforços.

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“Faltei na faculdade e no estágio”, conta Diego Resende, estudante de 24 anos que saiu do Rio de Janeiro. “Perdi prova também na faculdade, mas tem segunda chamada. Está tranquilo. Vale tudo. Quando ele virá de novo? A gente não sabe. Essa pode ser a única chance de vê-lo de perto até as Olimpíadas. Não podia deixar de vir".

Para alguns, não basta apenas estar no mesmo ginásio que Federer. É preciso, também, ter algum contato e guardar uma recordação do ídolo. Todo esforço é válido para transformar esse sonho em realidade.

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“Fiquei mais de 15 horas em pé e 48 sem comer pra tirar foto com ele”, afirma Sérgio Ito. O autônomo de 33 anos relata que saiu do trabalho na quarta-feira à tarde e já foi direto para a porta do hotel de Federer. Tentou, em vão, se aproximar do tenista por dois dias. A espera acabou nesta sexta-feira, quando finalmente conseguiu a foto que tanto queria.

“Ontem (sexta), quando cheguei ao hotel, todo mundo estava comemorando que tinha tirado foto com ele. Fiquei meio decepcionado. Aí, não sei o que deu na minha cabeça. Vim para o ginásio assistir ao jogo da Sharapova, mas optei por não ver o do Bellucci contra o Tsonga. Resolvi ir para o hotel. Cheguei lá, esperei uma hora e ele apareceu. O segurança falou para a gente organizar em uma fila porque ele iria atender todo mundo. E ele atendeu. A hora tinha chegado. Valeu a pena a dor, fome, cansaço físico e mental”, diz Ito.

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A estudante Priscila de Souza, de 19 anos, também não mediu esforços para eternizar o momento ao lado de Federer. Ela conta que saiu de Salvador na quarta-feira, chegou a São Paulo às 6h e foi direto para o hotel do tenista, esperando uma chance de encontrá-lo. A marcação implacável não adiantou.

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Federer faz sua primeira turnê pelo Brasil

“Não vi um rastro dele na quinta”, afirma Priscila. “Estava dando muito desencontro. Até que, na sexta, resolvi não sair da porta do hotel dele. Minhã mãe me chamou para almoçar, mas não quis sair de lá. Depois, ouvimos um barulho de helicóptero. Ele desceu lá, e eu comecei a chorar feito louca. Quando nos encontramos, ele me abraçou, me consolou, apertou meu ombro e minhas costas e me pediu para não chorar. Não adiantou. Chorei mais ainda. Ele foi muito fofo comigo, é muito doce".

Casa suíça
Federer vai entrar em quadra no ginásio do Ibirapuera, mas vai se sentir na Suíça. Pelo menos é isso o que o grupo de fãs afirma. Segundo eles, toda a torcida estará ao lado do suíço. Já foi assim na quinta-feira, mesmo ele tendo enfrentado o brasileiro Thomaz Bellucci.

“Dava para escutar uns gritos para o Bellucci, mas o ginásio era todo dele”, afirma Resende. “Respeito o Bellucci, é brasileiro, não quero que ele perca, mas a gente torce para o Federer. Queremos que o Bellucci ganhe de qualquer um, menos do Federer".

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