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Homenageado, Guga reverencia Copa Davis: "impulsionou meu tênis"

Principal tenista da história brasileira lembrou a importância da competição para sua carreira neste sábado

Gazeta |

Os três títulos de Gustavo Kuerten no Aberto da França e a liderança do ranking mundial por 43 semanas poderiam não ter acontecido se o tenista não tivesse defendido o País na Copa Davis. O jogador catarinense foi homenageado em São José do Rio Preto, antes do jogo de duplas do confronto entre Brasil e Rússia, e afirmou que as lições aprendidas durante suas participações nas competições entre países foram fundamentais para que sua carreira deslanchasse.

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Guga fez sua primeira partida de simples na Copa Davis em 1996, em duelo cercado de polêmicas com a Áustria pelos playoffs do Grupo Mundial. No jogo de simples, ele conseguiu virada incrível sobre Markus Hipfl no segundo jogo de sexta-feira para vencer em cinco sets e deixar o confronto empatado. No dia seguinte, formaria parceria com Jaime Oncins, quando Thomas Muster se irritou com o comportamento da torcida brasileira, alegou falta de segurança e abandonou a partida de duplas. A estrela austríaca impediu que seus compatriotas fizessem os outros duelos, deixando o Brasil com a vaga na elite do tênis.

"Aquele foi meu primeiro deslumbre no tênis, uma sensação de magia. Foi um canal de aprendizado que talvez. Talvez o que aconteceu em 1997 em Roland Garros, muito tenha acontecido na Davis. A coisa de precisar ganhar de algum jeito de caras melhores, não desistir nunca", afirmou o catarinense, que disputou 52 partidas da competição por países, com histórico de 38 resultados favoráveis e 14 negativos.

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Campeão do Aberto da França também em 2000 e 2001, Guga ainda relembrou outros importantes jogos de Copa Davis para o desenvolvimento de sua carreira. Na primeira rodada do Grupo Mundial em 1999, o time nacional cruzou com a forte Espanha, de Carlos Moya e Alex Corretja. Mesmo fora de casa, conseguiu vencer e avançou às quartas de final. Já na primeira partida da fase seguinte, o catarinense passou mais de 5h em quadra para bater Sebastien Grosjean, na França.

"Eu só tive momentos incríveis em quadra. Em 99 na Espanha, o que eu joguei naquele fim de semana nem eu acreditava. Os caras pareciam imbatíveis. Depois daquilo, todo mundo era do meu nível, Davis sempre trouxe superação", relembrou o catarinense. "Contra o Grosjean, eu chorava em quadra, não entendia por que, se era dor, ou emoção. Fui ganhar de 9-7 no quinto set. Encontrar isso na Copa Davis foi um grande segredo para impulsionar meu tênis".

Neste sábado, Guga foi homenageado antes do jogo de duplas entre Brasil e Rússia pelos playoffs do Grupo Mundial da competição entre países. O ex-líder do ranking mundial recebeu uma placa da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) com o símbolo do Grand Slam francês e depois tomou seu lugar para torcer. Se Bruno Soares e Marcelo Melo derrotaram Alex Bogomolov Jr. e Teymuraz Gabashvili, o País retorna à elite do tênis após nove anos de ausência.

Fora do Grupo Mundial da Copa Davis desde a temporada de 2003, quando Guga ainda estava na equipe, o Brasil volta à elite em caso de triunfo sobre os russos. O País perdeu nos playoffs nos últimos seis anos de forma consecutiva para Rússia, Índia, Equador, Croácia, Áustria e Suécia. "Uma forma de minimizar a saudade é estando próximo, tentar contribuir de alguma maneira. Procuro me aproximar", explicou Guga.

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