Britânico foi derrotado pelo suíço Roger Federer neste domingo e perdeu chance de quebrar um tabu histórico

EFE

Esperança dos britânicos de verem um tenista local ser campeão do torneio de Wimbledon pela primeira vez desde 1936, o escocês Andy Murray agradeceu o apoio da torcida e da imprensa pelo apoio recebido nos últimos dias, mesmo depois de ter perdido por 3 sets a 1 para o suíço Roger Federer na final deste domingo.

A expectativa em torno da quebra do jejum de 76 anos era tanta que neste domingo foi hasteada a bandeira da escócia em Downing Street, residência do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que esteve no All England Club para assistir à decisão.

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"Nos últimos dias, alguns jornalistas me disseram que puderam escrever as melhores histórias de suas carreiras. O tênis teve enorme espaço na imprensa, algo que não aconteceu sempre neste país", destacou Murray.

Andy Murray não conseguiu segurar as lágrimas ao ser derrotado na final
AP
Andy Murray não conseguiu segurar as lágrimas ao ser derrotado na final

"Foram duas semanas esplêndidas. Pelo que me disseram, a reação da imprensa e das pessoas foi extremamente positiva, me brindaram com todo o seu apoio", completou o atleta de 25 anos, que garantiu não ter se deixado influenciar pelo peso representado pela falta de títulos de tenistas do Reino Unido em Wimbledon.

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"Não é um campeonato fácil para os britânicos, mas acho que lidei bem com todos os fatores extra quadra que nos afetam, provavelmente melhor que em outros anos", comentou. O escocês rechaçou a hipótese de ter sido prejudicado pela paralisação de 40 minutos no jogo decisivo para que o teto retrátil da quadra central do All England Club fosse fechada devido à chuva.

"Desde 2010 não perco uma partida em quadra coberta. Esta é a primeira vez que chego à final aqui, após três semifinais, e ainda estou melhorando. Ainda tento jogar cada vez melhor, e isso é tudo que posso fazer", disse o número 4 do mundo.

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Murray tentava vencer um Grand Slam pela primeira vez, mas acabou ficando com o vice pela quarta vez na carreira. Ainda dentro de quadra, chorando logo após a derrota, ele se disse decepcionado com o resultado, mesmo elogiando a atuação de Federer.

"Foi uma derrota muito dura, toda minha família veio me ver", assinalou o escocês, número quatro no ranking da ATP, que apontou que completou explicando os motivos das lágrimas: "estaria no esporte errado se não fosse uma pessoa emotiva".

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