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Guga usa vôlei como parâmetro para expansão do tênis

Ex-atleta exalta sucesso obtido pelo projeto de formação do vôlei nacional, mas lembra que processo pode levar dez ou 15 anos para começar a surtir efeitos em outras modalidades

iG São Paulo |

Getty Images
Correios vão apoiar Guga por um ano

Depois da popularização alavancada pelo fenômeno Gustavo Kuerten nas duas décadas passadas, o tênis brasileiro ainda busca um meio de se consolidar. Para isso, porém, o próprio ex-atleta rechaça a necessidade de um novo ídolo com o mesmo patamar. Em vez de buscar estrelas, segundo Guga, o esporte precisa olhar para o que foi feito pelo vôlei.

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“O Brasil tem potencial atlético, milhões de pessoas com desejo e paixão pelo esporte. Acho que poderíamos, com uma abrangência de dez ou 15 anos, transformar a estrutura. O exemplo mais próximo é o vôlei, que teve a geração de prata em 1984 e começou todo um processo depois de1992”, comparou Kuerten.

O ex-número 1 do mundo esteveem São Paulonesta sexta-feira para apresentar uma parceria com os Correios. A empresa, que já patrocina há cinco anos a Confederação Brasileira de Tênis, fechou também um acordo de uma temporada com Kuerten.

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A parceria inclui uso de imagem e a presença de Kuerten em uma série de eventos promocionais dos Correios. Detalhes financeiros da operação não foram revelados.

Na entrevista coletiva de anúncio do patrocínio, Kuerten falou sobre diversos assuntos relacionados ao tênis. Comentou a atual situação da modalidade, analisou o desenvolvimento do esporte depois que ele parou de jogar e analisou até atletas como André Sá e Thomaz Bellucci. Mas nenhum assunto teve tanto espaço quanto a formação de novos jogadores.

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“Trabalhar para ter um número 1 é como dar um chute no escuro. Nós precisamos pensar em ter mais tenistas entre os dez ou 20 do mundo. Precisamos buscar jogadores competitivos, que tenham condições de brigar”, disse o ex-tenista.

Voluntariamente, Kuerten citou o vôlei em pelo menos dois momentos da entrevista coletiva. Sobretudo porque o exemplo é mais próximo da realidade nacional, ao contrário do que acontece com o tênis da Argentina.

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“A Argentina está anos-luz na nossa frente em termos de conhecimento. Você vai ao interior do país, e lá um treinador sabe como ensinar um menino de cinco anos. Outro treinador sabe como trabalhar um garoto de dez. Precisamos pensar nesse processo de montagem, mas um treinador precisa de pelo menos 20 anos para ser formado”, completou Kuerten.

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