iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Tênis

16/09 - 18:24

Despejo da FPT surpreende ex-coordenador de Esportes de SP

"Para mim, é uma surpresa. Sinto muito, porque o tênis era uma federação importante e atuante", declarou

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A Federação Paulista de Tênis (FPT) foi despejada de sua sede na tarde da última terça-feira e tem até o próximo dia 25 de setembro para deixar o prédio de dois andares localizado dentro do Complexo Constâncio Vaz Guimarães. Antônio Carlos Pereira, coordenador de Esportes e Recreação na época em que o imóvel foi concluído, não esperava pela medida.

"Para mim, é uma surpresa. Sinto muito, porque o tênis era uma federação importante e atuante", declarou. O terreno foi cedido pelo Governo do Estado à FPT em 1996. Dois anos depois, a construção do prédio e a reforma das três quadras de saibro foram concluídas a um custo de R$ 350 mil em recursos próprios. No dia 14 de dezembro de 1998, a entidade ocupou o imóvel na rua Abílio Soares.

Na época, por ordem de Marcos Arbaitman, então Secretário de Esportes e Turismo, Antônio Carlos Pereira enviou ofício a Raul Cilento, presidente da FPT. Em documento datado do dia 8 de março de 1999, as autoridades parabenizam a entidade pela conclusão do prédio e esclarecem que o governo pode "requisitar a qualquer tempo a devolução do referido imóvel".

O ofício é o único documento oficial que a FPT possui, já que a sede não conta com as formalidades exigidas de um imóvel, da escritura ao chamado "habite-se". Na iminência do despejo, o presidente Paulo Roberto Campos chegou a entrar em contato com Antônio Carlos Pereira, que trabalhou no Ministério do Esporte até o final de 2005 e atualmente exerce o cargo de Secretário de Esportes de Botucatu.

"Antigamente, as instalações do Estado tinham uma legislação diferenciada. Se você verificar outras instalações estaduais, às vezes elas também não passaram por esses critérios rígidos da legislação. As pessoas vão fazendo e as medidas são tomadas em caráter pontual. O Ginásio Geraldo José de Almeida (do Ibirapuera) também tinha um problema de alvará e nós regularizamos", disse Pereira.

De acordo com o ex-coordenador de Esportes e Recreação de São Paulo, na época a Procuradoria Geral Imobiliária ofereceu a oportunidade de regularizar imóveis que ainda não contavam com a documentação necessária. "Fizemos vários processos e encaminhamentos. Algumas federações foram regularizadas e outras, não", declarou Pereira.

A sede da FPT está no centro de três processos. Em um deles, foi concedida liminar de reintegração de posse ao Estado, que ainda pede uma indenização de R$ 26 milhões. Além disso, também existe uma investigação administrativa para apurar os funcionários do governo responsáveis por permitir a construção da sede sem os trâmites de praxe. "Não tenho qualquer tipo de receio neste sentido, até porque na época fui eu que tentei regularizar várias federações", declarou Pereira. 

A GE.Net procurou por Marcos Arbaitman, secretário de Esportes e Turismo da época, mas foi informada que poderia agendar uma entrevista com ele apenas no final do mês, após seu retorno ao Brasil.

Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias