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03/09 - 10:58

Perto do fim, Safin crava: "Não ligo mais para derrotas"
Com todo esse histórico recente negativo, a queda diante de Melzer, definida por 1/6, 6/4, 6/3 e 6/4, não trouxe nenhuma emoção extra

Gazeta Esportiva

NOVA YORK (EUA) - A última participação da carreira de Marat Safin em um Grand Slam até que começou bem, com uma vitória no primeiro set sobre Jurgen Melzer por 6/1, mas mudou de figura e terminou logo na primeira rodada do Aberto dos Estados Unidos. O russo, assim, despediu-se precocemente de um de seus torneios favoritos, mas descartou se preocupar muito dizendo: "Não ligo mais para derrotas".

Na prática, Safin vem se acostumando a revezes desde que anunciou em janeiro passado que iniciava a temporada de despedida. Atualmente o número 58 do mundo, ele caiu em 16 das 26 vezes nas quais atuou em 2009, sendo que perdeu dez das últimas 14 partidas realizadas.

Com todo esse histórico recente negativo, a queda diante de Melzer, definida por 1/6, 6/4, 6/3 e 6/4, não trouxe nenhuma emoção extra ao homem que, em 12 anos de carreira, faturou dois Grand Slams e foi o número um do mundo durante nove semanas. "Tudo bem, é o final. Poderia ter terminado de uma forma melhor, mas O.K. Não ligo mais para derrotas".

Sem muitos objetivos em mente, Safin continuará cumprindo o calendário deste ano e pretende realizar sua última aparição como profissional no Masters 1000 de Paris, em novembro. De Nova York, ele se despede com uma grande lembrança: o título faturado em 2000 na final sobre Pete Sampras. "Aquilo foi um milagre para mim. Eu tinha 20 anos e nunca pensei que isso pudesse acontecer".

Se não chegou a se emocionar nem em quadra nem na entrevista coletiva, o russo deixará saudades no público, que o aplaudiu de pé ao fim do encontro desta quarta, e também nos rivais. "Não costumo assistir a muitos jogos de tênis, mas quando Marat atuava, eu sempre me sentava para ver", revelou Melzer. "Ele tinha algo que outros não o têm".

Algoz do moscovita na última participação em majors do astro, o austríaco surpreendeu ao descartar dar a aposentadoria do colega como 100% certa. "Isso se ele realmente se retirar. Com Marat, você nunca sabe", afirmou, em referência às constantes oscilações de humor e opinião que têm marcado a vida de Safin.


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