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Tênis

24/10 - 11:39

Arredia, Maria Esther Bueno não quer saber da mídia
Esterzinha, maior tenista da história do Brasil, tem mágoa dos jornalistas brasileiros, que jamais deram o verdadeiro crédito a ela

Fábio Sormani

SÃO PAULO - Gastei um bom par de dias tentando conversar com Maria Esther Bueno. Não consegui. Muitos alertaram-me para essa tarefa inglória. Fui mais um dos tantos que tombaram na tentativa de entrevistá-la.

Arredia, Esterzinha, como é chamada carinhosamente pelos poucos que privam de sua intimidade, não quer saber dos holofotes da mídia. Dizem que ela tem mágoa dos jornalistas brasileiros, que jamais deram o verdadeiro crédito a ela.

Maria Esther tem razão em se magoar. Afinal de contas, brilhou numa época onde o Brasil era, mais do que nunca, um país de monocultura esportiva. Nos anos 1950 e 1960, durante o seu reinado, profissionais brasileiros da pena pouco ou nada sabiam dela. E, se sabiam, faziam que não era com eles.

Esporte era sinônimo de Maracanã lotado. Wimbledon era uma terra distante e desconhecida; e ninguém jamais se importou em saber onde ficava e se era possível lá chegar.

Maria Esther erra, no entanto, ao continuar esgueirando-se dos jornalistas. O mundo mudou. A internet e a tevê a cabo colocam dentro de nossas casas tudo e todos; inclusive o esporte.

Os jornalistas hoje sabem o que é um ace, um forehand ou um backhand. Isso sem falar nos drop shot, efeito slice ou o topspin. Nós conhecemos Maria Esther Bueno e queremos colocá-la (permita-me), Estherzinha, onde deveria estar.

Mas ela não quer; só me resta respeitar a vontade desta que foi a maior tenista que este Brasil cunhou. Esqueça os demais, homens e mulheres; ninguém chegou perto do que ela fez.

Maria Esther ganhou impressionantes 589 títulos ao longo de seus 21 anos de carreira.

Foram 17 – isso mesmo, 17! – títulos de Grand Slam. Em simples, triunfou quatro vezes no US Open e três em Wimbledon. Em duplas, venceu cinco vezes o torneio inglês, três o norte-americano e fisgou uma vez o Australian Open e Roland Garros.

Foi vice-campeã em simples duas vezes, em Wimbledon e no US Open. Em Roland Garros, uma vez, mesmo desempenho em relação ao Australian Open.

Em 1960, Maria Esther fez o Grand Slam em duplas.

Foi a número um do mundo nos anos de 1959, 60, 64 e 66.


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Ex-número 1
Maria Esther Bueno brilhou nas quadras de tênis pelo mundo nas décadas de 50 e 60

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