iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Tênis

22/06 - 16:46

Dirigente de Wimbledon minimiza alegações de corrupção
O executivo-chefe de Wimbledon, Ian Ritchie, disse neste domingo que não há evidências contundentes de compra de resultados no tênis profissional e que ninguém ofereceu novas alegações

Reuters

Ritchie procurava minimizar relatos dos jornais britânicos, em especial do Sunday Times, de que diversas partidas, incluindo oito em Wimbledon, estavam sob suspeita de terem sido arranjadas por sindicatos de apostas profissionais depois que agenciadores notaram picos inesperados em padrões de apostas.

'Tudo que está aqui (nos jornais) são histórias velhas. Não há nenhuma evidência nova e ninguém nos procurou com novas alegações', declarou Ritchie aos repórteres na véspera do torneio.

Ritchie disse que Wimbledon intensificou a segurança nos vestiários dos jogadores este ano por sugestão de dois ex-detetives que no mês passado comentaram sobre a integridade do tênis profissional.

Seu relato declara que 45 partidas ao longo dos últimos cinco anos atraíram um padrão incomum de apostas e deveriam ser revisadas.

A revisão está sendo conduzida, disse Ritchie, como parte do esforço da modalidade para evitar a corrupção.

'Há uma enorme distância entre um padrão de apostas incomum e partidas arranjadas. Há muita fofoca mas nenhum evidência real', disse ele. 'É a promoção do diz-que-diz a algo relevante que está errado'.

A partir de agora somente o jogador e seu técnico terão acesso ao vestiário, evitando a entrada de grupos que podem ser colocados sob suspeita de obter informação de dentro para ser usada nas apostas.

Ritchie disse ainda que não é complacente e que conversou com os detetives Jeff Rees e Ben Gunn, que prepararam o relato sobre segurança nos vestiários. 'Não era uma postura frouxa antes, mas nós a reforçamos', disse ele.

Autoridades do tênis, incluindo dos quatro grand slams e dos circuitos da ATP e da WTP, além da Federação Internacional de Tênis, concordaram em estabelecer uma unidade de integridade que analisará partidas que despertaram suspeitas.

Os organismos do tênis devem concordar em breve com uma série de regras comuns e a indicação de um indivíduo para dirigir a unidade, disse Ritchie. 'O que estamos tentando fazer é evitar e coibir, por isso não temos nenhum problema', acrescentou.

O caso mais chamativo a despertar suspeitas recentemente foi uma partida entre o número quatro do mundo, o russo Nikolay Davydenko, e o argentino Martin Vassallo Arguello na Polônia, onde padrões irregulares de apostas foram percebidos.

Os dois jogadores negaram qualquer infração.

Nenhum tenista foi declarado culpado de arranjar partidas, mas alguns italianos receberam proibições depois de ter sido pegos quebrando regras ao apostar em jogos. Não havia, no entanto, indícios de que estavam tentando influenciar os resultados das partidas.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias