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Tênis

19/06 - 19:47

Influenciados por pais, fãs mirins esperam aprender com Sampras
O norte-americano Pete Sampras marcou a década de 1990 do tênis mundial. Com um excelente saque e um voleio preciso, tornou-se 14 vezes campeão de torneios Grand Slams e liderou o ranking de entradas da ATP por 286 semanas ao longo de sua carreira.

Gazeta Esportiva

Marcando presença no Brasil para a disputa da etapa de São Paulo do Tour of Champions, o Rei do Swing será assistido nesta quinta-feira por um grupo de torcedores mirins, que esperam aprender algumas ‘táticas’ para colocá-las em quadra assim que retornarem a Mogi das Cruzes, de onde saíram apenas para acompanhar o lendário tenista.

Um elenco de jovens de 11 a 16 anos deixaram a cidade interiorana paulista e partiram para a capital. No Golden Hall desde as 15 horas (de Brasília), Luan Monta, Bruno Jorge, Paulo Almeida, Murillo Maldonado, João Rodrigo e Ana Júlia até faltaram na escola para assistir ao jogo de Sampras com o brasileiro Fernando Meligeni.

Mas tão jovens, como conheceram Pistol Pete? A resposta dos seis torcedores, que inclusive praticam tênis na cidade mogiana, é uníssona: influência de pais e tios, fãs de tênis.

“Meu tio, que é professor de tênis, me falou sobre a vinda do Sampras. Assim que fiquei sabendo, tive vontade de vir assistir, pois amo o tênis”, contou Bruno, de 11 anos, o caçula da turma. “Estou orgulhoso por estar aqui, pois os caras que vão jogar foram muito bons”, comemorou.

Paulo Almeida, um ano mais velho do que Bruno, também foi influenciado pelos familiares. Embora espera uma partida inesquecível, não deixou de lado o fanatismo por outro tenista: Roger Federer.

“Desde pequeno meu pai sempre falava do Sampras, e agora espero um jogaço. Vi os jogos dele com o Federer no ano passado e achei ambos muito parecidos. O Sampras joga muito, mas para mim o Federer ainda é melhor”, opinou.

Da turma, o único que se recordou de uma partida do norte-americano durante a carreira profissional foi Murillo Maldonado, de 14 anos. A lembrança é, aliás, do duelo de Sampras com o brasileiro Gustavo Kuerten, nas semifinais da Masters Cup de Lisboa, em 2000. Na ocasião, o catarinense bateu o ex-número um do mundo e avançou para a final.

“Torci muito pelo Guga, mas comecei a gostar bastante do Sampras também”, admitiu Murillo, que no entanto admitiu que torcerá por Fininho e inclusive preparou um cartaz com os dizeres ‘Meligeni em Pequim-2008’.

“Vou torcer pelo Meligeni mesmo sabendo que ele nasceu na Argentina. Mas ele representou muito bem o Brasil no Pan-americano (recebeu a medalha de ouro em Santo Domingo-2003 ao vencer o chileno Marcelo Ríos na decisão) e merece a torcida”, declarou.

Única menina do grupo, Ana Júlia, também de 14 anos, teve influência direta de seu pai. Embora “detestasse” tênis quando mais nova e preferisse muito mais praticar futebol, a garota se diz fã do esporte das raquetes. “Sempre gostei mais de futebol, meu pai me ‘empurrou’ para o tênis, e hoje acho muito mais legal”, admitiu Ana, que surpreendeu ao confessar que não gosta do estilo de jogo de Sampras.

“Vi os jogos dele com o Federer pela televisão no ano passado e não gostei. Ele vai muito para a rede e ganha os pontos ‘trapaceando’, não deixa a bola passar e a partida fica um pouco sem graça. Vou torcer por ele mesmo assim, mas prefiro um jogo mais de fundo de quadra”, analisou.

A jovem, que pratica tênis há dois meses, tentará inclusive colocar em prática algumas jogadas caso aprenda assistindo Sampras. “A gente pode aprender coisas novas em relação ao que a gente aprende com o professor, como por exemplo o jeito de bater na bola ou o posicionamento em quadra. E se tiver a chance de repetir alguma coisa que vi aqui, lógico que vou tentar”.

Já Luan, o ‘mais velho’ do grupo de amigos, basicamente sintetizou a importância de ver ao vivo um dos melhores tenistas da história. “Será uma aula teórica, muito interessante de se observar”, concluiu o adolescente de 16 anos.

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