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Tênis

12/06 - 14:45

Saretta admite: cogitou abandonar carreira durante fase de molho
Ficar nove meses afastado das quadras, sem poder sequer pegar uma raquete e bater bola, quase fez com que o brasileiro Flávio Saretta abandonasse a carreira de tenista antes mesmo de completar 28 anos. De volta à ativa, no ex-número um do Brasil confessou que passou por um momento difícil longe do circuito, mas comemorou o retorno, que ele mesmo chamou de “renascimento”.

Gazeta Esportiva

“Se eu falar que não pensei (em me aposentar) é mentira”, admitiu o paulista de Americana, que sofreu uma fratura por estresse no cotovelo direito em agosto do ano passado e não disputou uma partida oficial desde então. Apenas em maio Saretta conseguiu bater bola novamente.

“Acabei desanimando, pois sempre ia ao médico achando que a minha situação tinha melhorado, mas passava por testes de força e era obrigado a esperar mais dois meses. Às vezes eu passava muito tempo sem sentir dores, mas ia dirigindo para o consultório e no carro mesmo sentia um incômodo. Era sempre assim”, lamentou.

Durante esse período de nove meses em que ficou longe das quadras, Saretta pouco acompanhou os torneios em andamento. “Vi poucos jogos de tênis nesse período e poucos jogos também. Acho que assisti apenas à Copa Davis em Sorocaba e o jogo do (Thomaz) Bellucci em Roland Garros (encarou o espanhol Rafael Nadal na primeira rodada). Também acompanhei pouco as atualizações do ranking de entradas, pois preferia nem olhar”, prosseguiu.

Apesar de ter passado por esse período de calmaria, o tenista, que chegou a aparecer na 44ª colocação da lista dos melhores da ATP, disse estar pronto para voltar à ativa. “Nove meses é o tempo que leva para nascer um filho. Já eu acho que nasci de novo nesse período”, metaforizou.

Saretta viaja nesta sexta-feira para a Europa, onde disputará seus dois primeiros torneios em 2008: os challengers de Braunschweig (na Alemanha) e Reggio Emilia (na Itália). Embora seja atualmente o 586º colocado da ATP, o brasileiro entra nas disputas com o ranking congelado de 136º (média dos três primeiros meses imediatamente após se afastar por lesão).

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