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Tênis

11/06 - 14:52

“Pés no chão”, Saretta inicia retorno às quadras após nove meses
Depois de nove meses se recuperando de uma fratura por estresse no cotovelo direito, Flávio Saretta está de volta ao circuito profissional. Curado da lesão que o fez despencar no ranking de entradas da ATP, o paulista de Americana retorna às competições na próxima semana, na Alemanha, e garante: está muito mais maduro do que antes.

Gazeta Esportiva

Saretta foi forçado a se afastar das quadras em agosto do ano passado, logo após chegar às semifinais do Challenger de Campos do Jordão. Constatada a fratura, o tenista de 27 anos precisou iniciar um longo período de tratamendo e quase retornou em fevereiro. Como voltou a sentir fortes dores no local, teve que adiar ainda mais seu retorno. Nesse meio tempo, Saretta ainda passou por uma cirurgia no joelho direito, para corrigir um problema nos ligamentos.

Sem disputar uma competição sequer desde então, o ex-número 44 do mundo aparece agora na posição 568 da relação dos melhores. Mesmo assim, entrará na próxima semana na chave principal do Challenger de Braunschweig como 136º, por conta do ranking protegido (média de sua colocação na lista nos três primeiros meses posteriores após a lesão).

Ainda que lhe falte ritmo de jogo, Saretta se mantém tranqüilo para o seu retorno às quadras. Para ele, o mais importante no momento é manter a calma e aproveitar a rotina e a adrenalina do tênis, das quais sente saudades.

“Estou com os pés no chão, e no momento quero mais ver o que vai rolar”, comentou o tenista, que recebeu a imprensa em seu treino nesta quarta-feira. “Quis voltar muito rápido em fevereiro, sem fazer pré-temporada, e deu errado. A dor voltou, tive que fazer outros tratamentos e ter paciência”, completou.

Saretta também confessou que a ansiedade de voltar a jogar é tanta que sequer fez um programa para voltar a ocupar uma colocação melhor no ranking de entradas. “Não fiz plano algum, quero mesmo é jogar. Faz tanto tempo que não sinto aquela adrenalina de viver um 40-30, 30-40, um match point... passei nove meses sem poder fazer nada, nem tocar violão”, lembrou.

E esse tempo fez com que o brasileiro percebesse que o circuito lhe faz falta. “Tive tempo para amadurecer. Ficava sentado em casa pensando o que o tênis significava para mim e no que fazer dali em diante. Parei para refletir o hoje estou muito mais ‘pé no chão’ e sei que jogo tênis pelo meu bem estar. Venho treinando numa boa, com felicidade”, garantiu.

O paulista de Americana disputará, além do torneio em Braunschweig, o Challenger de Reggio Emilia, na Itália, com início em 23 de junho. E quais as expectativas do ex-número um do Brasil? Saretta prefere nem pensar na resposta. “Esses dois torneios são muito difíceis. Era melhor ter começado em um torneio mais leve, mas queria jogar e encarar os desafios. Posso levar 6/0 e 6/0 na primeira rodada das duas competições e voltar para casa, como posso jogar bem também”, emendou.

Antes do final da temporada, Saretta ainda planeja disputar alguns challengers em solo brasileiro, nos quais tentará receber convites para não gastar seu ranking protegido (é válido por nove meses ou oito torneios), além da Copa Petrobras.

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