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Tênis

06/06 - 12:22, atualizada às 14:20 06/06

Djokovic só dá trabalho em um set, e Nadal vai à caça do tetra
Quem esperava um grande embate valendo a vice-liderança do ranking de entradas teve de se contentar com apenas uma tercira parcial de alto nível. Apesar de ter lutado muito quando já se via em desvantagem de 2 sets a 0 no marcador, Novak Djokovic não evitou a derrota diante de Rafael Nadal, que fechou em parciais de 6/4, 6/2 e 7/6 (7-3).

Gazeta Esportiva

O resultado não só classificou o espanhol à quarta decisão seguida em Roland Garros como o manteve na posição de número dois do mundo.

Antes da terceira parcial, em que o sérvio foi buscar duas quebras de serviço para de forma surpreendente forçar o tie break, os cerca de 15 mil espectadores presentes na quadra Philippe Chatrier nesta sexta-feira acompanhavam um verdadeiro passeio de Nadal, que esteve próximo de fechar a partida em pouco mais de duas horas de jogo.

Depois da brilhante partida realizada pelos dois no saibro do Masters Series de Hamburgo há três semanas, quando Nadal avançou à final ao vencer o adversário em equilibrados 2 sets a 1, muitos torciam por nova exibição de gala no reencontro, que novamente valia a segunda posição da ATP. Entretanto, as expectativas não se concretizaram completamente, e o sérvio errou muito para cair em 2h49.

Desse modo, o “Rei do saibro” confirma a supremacia no confronto direto, vencendo a oitava em 11 partidas diante de Djokovic e, mais importante, credencia-se para buscar o tetracampeonato de Roland Garros, o que o faria igualar o sueco Bjorn Borg, único a vencer o Grand Slam francês por quatro vezes seguidas.

Mesmo se seja derrotado por Roger Federer ou Gael Monfils na decisão, por outro lado, o tenista de Maiorca continua como número dois do mundo, visto que garantiu pelo menos um total de 5.385 pontos na lista de entradas. Já Djokovic, que também havia sido derrotado na semifinal de 2007 por Nadal (7/5, 6/4 e 6/2), mantém os atuais 5.225 pontos e adia o objetivo de ascender na ATP para Wimbledon, cujo início está marcado para 23 de junho.

Na final, em que encara o ganhador do outro lado da chave – o suíço Federer e o francês Monfils se enfrentam ainda nesta sexta-feira –, o espanhol defenderá ainda um incrível retrospecto em Roland Garros. Desde que o tenista de 22 anos estreou no saibro parisiense, em 2005, ele nunca foi derrotado, em uma invencibilidade que já dura 27 jogos.

O jogo - Nesta sexta-feira, Nadal entrou na Philippe Chatrier com tudo. Consistente, logo forçou erros por parte de Djokovic, que iniciou com o serviço na mão e viu o rival abrir logo um 0-30. Após vencer dois pontos seguidos, o sérvio cometeu um equivoco no golpe de direita, cedendo o primeiro break point da partida. Uma longa troca de bolas deu a igualdade ao sacador, que deu a volta por cima no game ao insistir no backhand do espanhol.

Ao confirmar o saque com tranqüilidade, Nadal voltou a pressionar o adversário e desta vez aproveitou uma das três chances de quebra que teve para impor a primeira vantagem no marcador. Seguindo sem quebras, a partida levou o “Rei do saibro” a sacar para fechar o primeiro set no décimo game, quando um erro de forehand fez Djokovic acreditar na quebra: 15-30. Entretanto, uma grande contradeixada do espanhol levou o game à igualdade, que lhe deu a confiança necessária para consumar a vantagem: 6/4 no placar e vantagem garantida.

Incisivo, Nadal começou a segunda parcial do mesmo modo que a primeira: pressionando o serviço do rival. Assim, logo obteve um duplo break point, contando com um erro não-forçado do sérvio para sair na frente. Djokovic ainda teve a chance de igualar em quebras no quarto game, mas desperdiçou a oportunidade ao cometer erro logo na devolução de saque.

Desconcentrado, o tenista de Belgrado não mostrou resistência na seqüência e não impôs dificuldades para Nadal ter um triplo break point à disposição. Logo no primeiro ponto, o número três do mundo cometeu um erro não-forçado de forehand, praticamente entregando o segundo set, que foi finalizado por 6/2.

O panorama não se alterou com o início da segunda parcial, em que Djokovic novamente não aproveitou a chance de começar com o saque na mão. Desse modo, cedeu mais duas oportunidades de quebra que Nadal não tardou a converter. Errando muito, o sérvio parecia ter decidido seu futuro no ranking de entradas no terceiro game, quando nem o fato de ter salvado um triplo break point o animou: após a igualdade, o espanhol aproveitou nova chance para abrir impecáveis 3/0.

Surpreendentemente, o representante do Leste Europeu começou a regiar na seqüência, conseguindo quebrar o serviço do favorito pela primeira vez na partida. Após lutar bastante, o sérvio se superou e confirmou o saque para se manter vivo na partida, diminuindo a desvantagem para 3/2. A vitória em dois games duros fez crescer a confiança do tenista, que subiu de nível para chegar a um 15-40 no serviço de Nadal. No entanto, o sérvio viu sua chance ser desperdiçada ao cometer um erro no backhand quando tentava subir à rede.

Porém, o equivoco não seria seu último suspiro no duelo, já que, depois de vencer seu game de serviço sem grandes dificuldades, Djokovic novamente esteve perto de retornar com tudo à partida, perdendo a chance de empatar por 4/4 quando abriu um 0-30, mas logo viu o tenista de Maiorca vencer quatro pontos seguidos. Ao não encontrar dificuldades para confirmar seu serviço, o sérvio voltou a pressionar o adversário, e desta vez não titubeou, aproveitando o quarto break point que conseguiu no set.

A boa seqüência imposta animou Djokovic, que seguiu em nível alto para virar o placar para 6/5 e chegar a um set point no game seguinte. No entanto, Nadal se livrou da oportunidade que poderia mudar o destino da partida e forçou o tie break. Mesmo em melhor momento dentro de quadra, o sérvio viu seu saque o deixar na mão no desempate, proporcionando incríveis cinco pontos seguidos ao espanhol. Com tamanha vantagem, o espanhol não titubeou para fechar em 7-3 e ratificar sua posição de número dois do mundo.

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