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Ronaldinho diz que não tem destino e Milan participará da decisão

Nem a rescisão com os italianos foi assinada. Gaúcho e seu irmão negaram acerto com qualquer interessado

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e procurador, Assis, disseram na tarde desta quinta-feira no Rio de Janeiro que ainda não decidiram em qual clube o jogador atuará em 2011. Nem sequer a rescisão com o Milan foi anunciada. Ao lado do vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani, só foi anunciada na entrevista coletiva marcada para o Copacabana Palace, no Rio, que o jogador está liberado para negociar com clubes que não sejam italianos e que o Milan terá papel ativo na decisão do futuro do jogador.

“O Milan aceitou liberar o Ronaldinho e o Galliani vai ficar no Brasil até decidirmos o destino. Não há nada definido, conversei com Grêmio, Palmeiras e Flamengo. Com o Corinthians ainda não. Pedimos paciência para a definição”, disse Assis. Ele citou terça ou quarta-feira da próxima semana como data limite para um desfecho. Nesta quinta-feira, Assis permanecerá no Rio de Janeiro e nesta sexta estará em Porto Alegre. Pelo menos foi o que sinalizou antes de deixar o salão do evento.

A entrevista foi realizada no Rio de Janeiro pois Galliani tem residência na cidade. O jogador, que chegou nesta quinta de Florianópolis, onde passou a virada de ano em animadas festas, disse não ter preferência, apesar da ligação histórica com o Grêmio, onde iniciou a carreira. Porém, o dirigente do Milan chegou a constranger Assis. Em certo momento da entrevista, diante das insistentes perguntas sobre o destino do jogador, não resistiu: "Se a questão for coração, eu sou Flamengo. Mas a decisão é do Ronaldinho", disse Galliani. A pergunta seguinte, novamente sobre as preferências do jogador, foi dirigida a Assis e teve essa resposta: "Não sei responder. Ainda não consegui absorver essa declaração do Galliani", disse o empresário, que torceu o nariz ao ouvir a frase do italiano e até então repetia a cada pergunta a importância que a permanência do dirigente no Brasil teria na negociação.

“Minha família é de Porto Alegre eu nasci no Grêmio. No Palmeiras tem o Felipão, e tenho muitos amigos lá. E o Flamengo é o Flamengo, um clube enorme, tem o Luxemburgo, com quem já trabalhei. Vamos avaliar a melhor situação, onde eu posso me sentir bem para jogar. Se conciliar ganha bem, morar em uma grande cidade e jogar grandes campeonatos importantes melhor ainda. Todos os clubes que fizeram propostas têm essas condições”, disse Gaúcho.

nullIndagado se ainda precisará de mais reuniões com os clubes, Assis relutou mas admitiu que, diante dos detalhes finais da liberação do Milan, ainda poderá encontrar novamente dirigentes das equipes interessadas. Ele também se esquivou quando questionado sobre quais foram as exigências financeiras dos italianos, sem confirmar oficialmente os valores que estão sendo divulgados. Porém, disse: "Todo mundo sabe as cifras que envolvem o Ronaldinho". O time italiano gostaria de receber algo em torno de seis milhões de euros (R$ 12,5 milhões).

Os torcedores que se aglomeravam do lado de fora do hotel vibraram quando souberam que o dirigente italiano havia se declarado torcedor do Flamengo. Aclamaram Ronaldinho, quando apareceu para acenar na sacada após a coletiva, e gritaram diversas vezes o nome de Galliani.

 

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