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Yamaguchi Falcão termina amizade com rival desonesto no boxe

Brasileiro encontrou dominicano que inventou golpe baixo que quase o tirou da semi. “Queria dar umas porradas nele”

Marcel Rizzo, enviado iG a Guadalajara |

Logo cedo nesta terça-feira, na Vila-Pan-Americana, Yamaguchi Falcão trombou com o dominicano Felix Varela. “A vontade que eu tinha era dar umas porradas nele. Mas não valeria a pena e fui lá para o outro lado”, disse o boxeador brasileiro. A raiva contra o adversário era porque o Yamaguchi mal conseguiu dormir de segunda para terça depois de ter “perdido” nas quartas de final da categoria até 81 kg nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

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“Foi desesperador ver que não ganharia medalha, eu saí do meu país para isso. E o pior era saber que não tinha sido justo. O cara foi desonesto, quis ser malandro. Eu já tinha percebido que ele estava cansado, eu vencia por 6 a 2, e ele ficou ali fingindo”, disse o brasileiro ao iG.

Leia mais: Brasileiro anula saída por 'golpe baixo' e vai à semi no tapetão

O dominicano acusou um golpe abaixo da linha de cintura, caiu se contorcendo no chão e os árbitros desclassificaram Yamaguchi – o resultado foi revisto depois com o protesto, o brasileiro herdou a vitória e enfrenta nesta quarta, a partir das 22h de Brasília, o mexicano Armando Piña. Mesmo se perder já tem uma medalha, o bronze, garantida (não há disputa de 3° e 4° no boxe).

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Para deixar Yamaguchi ainda mais irritado, ele e Varela tinham ótimo relacionamento. “Conversávamos sempre, eu brincava com ele. Já tínhamos lutado três vezes e eu tinha vencido todas. Considerava até um amigo, mas agora não quero mais ver perto. Não falo com ele”, disse.

Natural de São Mateus, no Espírito Santo, Falcão tem 23 anos e é filho de um boxeador famoso por ainda lutar, mesmo com mais de 70 anos, Touro Moreno. Quando saiu do Brasil para o Pan, Yamaguchi prometeu a ele não que traria a medalha, mas que ganharia a de ouro. Depois de ser eliminado pela arbitragem, o brasileiro nem queria ir ao centro do ringue para ver o rival ser anunciado como vencedor (a tradicional mão levantada).

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“Eu queria ir embora na hora. Foi difícil chegar no quarto, ficar pensando, não conseguia dormir. Lá pela uma da manhã o pessoal da comissão técnica chegou e perguntou por que seu estava emburrado. Disse “preciso falar”. Quando me contaram que tinham revertido pulei da cama”, contou.

Semifinal

Yamaguchi também conhece bem o adversário na semi. Ele treinou com o mexicano Piña nos seis meses que passou no México, há dois anos, atuando em uma liga chamada WSB. “Era uma liga profissional, mas que te permitia também lutar como amador. Me convidaram e viajei. Eu nunca lutei contra ele, mas conheço o estilo”.

Campeão brasileiro em 2010, ele disse que a cabeça já está boa. “Passou. Foi a primeira vez que tentaram me roubar e espero que nunca mais aconteça”.

Leia tudo sobre: boxeYamaguchi Falcãopan 2011

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