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Vôlei feminino agora espera estabilidade para a Copa do Mundo

Após ganhar o ouro contra Cuba, técnico e jogadoras destacam altos e baixos como o problema da equipe para a próxima competição

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Altos e baixos. Esta foi a unanimidade na avaliação do técnico José Roberto Guimarães e das jogadoras da seleção brasileira de vôlei sobre os problemas da equipe na conquista do ouro no Pan de Guadalajara, diante de Cuba. Os planos para a Copa do Mundo, uma maratona de 11 jogos em 15 dias em novembro contra rivais de alto nível, têm como prioridade corrigir a instabilidade da equipe, que alternou ótimos e péssimos momentos na decisão no México.

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“O que eu acho preocupante são esses altos e baixos. Quando a equipe está estável, está bem. Mas quando começa a jogar muito bem um set e no outro entrega três ou quatro pontos seguidos, me preocupa. Temos jogadoras jovens que precisam pegar experiência nesse jogos complicados, com pressão. Elas têm de jogar mais vezes contra as melhores equipes do mundo. Claro que existe um peso de entrar numa seleção que é a primeira do ranking e substituir veteranas”, explicou o técnico.

O “mantra” foi repetido por todas as jogadoras, que também viram problemas na equipe diante de Cuba. Apesar dos tropeços todas também ressaltaram o poder de recuperação no set decisivo. A seleção estreia na Copa do Mundo no dia 4 de novembro contra um adversário dos mais complicados, os Estados Unidos, atuais campeões do Grand Prix.

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“A lição que fica para os próximos é de que tivemos altos e baixos, mas no fim a nossa equipe mostrou força. A gente se fechou, conversamos isso na quarta-feira, depois da semifinal. No último Pan eu tinha acabado de ser convocada, nem achava que ficaria. Não fui tão bem neste jogo (a final contra Cuba), mas no fim todas as jogadoras cresceram e foram importantes”, disse Thaísa, com a inscrição “Pepepeo” na camisa, feita à caneta. “É uma brincadeira nossa, algo tipo ‘sai urucubaca’. Escrevemos na camisa de quem passou por maus momentos numa partida”, explicou.

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Fabi acrescentou que Cuba pouco tinha a perder, por ser uma seleção renovada, e que jogar contra o Brasil é uma motivação a mais para as rivais. “Elas estavam ali satisfeitas com a prata. Se fosse o Brasil no lugar delas, não seria assim. A torcida apoiou Cuba, queria ver o mais fraco vencer o mais forte. A gente conseguiu reagir no momento certo, no tie-break, mas tivemos sets atípicos, muito nervosismo. Mas todas foram importantes no momento decisivo, apesar de a equipe não ter sido brilhante no jogo. O que posso dizer é que saímos muito mais fortes em relação a suportar pressão. Essa camisa pesa. Acho que nem vou dormir hoje, aliás é a única coisa com a qual não preciso me preocupar agora”, analisou.

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