Sandro Viana adaptou equipamento para melhorar desempenho no bloco de saída. Nos 100 m livre já foi eliminado

Sandro Viana se denomina o Thiago Pereira do atletismo brasileiro em Guadalajara . Não que ele vá ganhar o mesmo número de medalhas (8) ou disputará o mesmo número de provas (também oito) do nadador, mas o corredor, que foi eliminado nesta segunda-feira na semifinal dos 100 m rasos, será o que mais disputará provas pelo país no atletismo, ao lado da natação a modalidade mais nobre do evento.

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“Eu nem correria os 100 m, nem é minha especialidade atualmente. Mas como tínhamos uma vaga sobrando, preferi disputar até para já conhecer a pista, ver como a torcida se comporta e tirar a tensão da estreia. Já sei, por exemplo, que é difícil ouvir o tiro de disparo”, disse Viana.

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Ele correrá também os 200 m rasos, aí sim sua especialidade e para qual treinou para esse Pan-Americano, os 4 x 100 m, ao lado de Nilson André, que chegou à final na distância (será nesta terça-feira) e os 4 x 400 m, esta outra novidade.

“O Brasil nem teria time nos 4 x 400 m, mas decidiram colocar porque pode dar medalha. O pessoal (do Comitê Olímpico Brasileiro) faz essa varredura, onde pode ou não dar medalha. Então vou correr essa também. Ninguém vai disputar tanto quanto eu, como o Thiago Pereira mesmo”, disse Viana.

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Natural de Manaus, o atleta de 34 anos tem como principal conquista o ouro nos 4 x 100 m no Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro. Ele acha que o quarteto (ainda não definido) pode conquistar novamente a medalha, apesar de o time de Trinidad e Tobago estar forte. Nos 200 m, sua especialidade, uma medalha é mais complicada.

Aparelho
Viana vai sair de férias assim que acabar o Pan e, segundo ele, estará arrasado fisicamente. “A última corrida será o 4x400 e isso vai derrubar mesmo. O Pan foi realizado em uma data errada, em final de temporada, está todo mundo arrebentado”, disse. O 4 x 400 m fecha o atletismo, na sexta-feira, no estádio feito exclusivamente para a modalidade (e quem nem pronto está).

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No treinamento, Viana focou a distância dos 200 m, mas acha que pode se sair bem nesse revezamento mais longo por causa de um equipamento que criou e que já apelidou de Ben-Hur. O aparelho é preso à cintura e ao ombro do atleta, o que permite um treino de maior resistência entre o bloco de largada até a linha dos 10 metros. “Ainda está em fase de testes na verdade. Mas ajuda na saída da prova”, contou, sem dar muitos detalhes.

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