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Técnico do Brasil lamenta banco aos cacos no jogo contra o Canadá

Com diversas jogadores fora das condições ideais entre as reservas do Brasil, Kleiton Lima não chora pela prata no Pan

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajar |

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Kleiton Lima conversa com as jogadoras na partida frente as canadenses
Mesmo com um Canadá superior fisicamente, o técnico brasileiro Kleiton Lima não queimou as três alterações que poderia na final do futebol feminino, apesar da decisão nos pênaltis após prorrogação. O motivo não foi falta de visão do treinador, que ressaltou o melhor preparo das rivais logo que iniciou a entrevista coletiva. O banco, aos cacos, não lhe dava opções, e este fato foi o que, em sua avaliação, impediu o Brasil de conquistar o tricampeonato no Pan de Guadalajara.

Leia mais: Brasil cede empate no fim e perde nos pênaltis

“A gente teve um elenco com muitos problemas físicos nesta partida, duas atletas que vieram de operação, a Renata Costa e a Grazi, a Ketlen que estava tratando de um problema no tendão, a Bia sem condição de jogo, então sobraram poucas alternativas. O elenco é muito bom, mas tivemos problemas de ordem clínica e não pudemos explorar o banco”, esclareceu o técnico, ressaltando que o amadurecimento de algumas atletas também é essencial.

Confira o calendário do Pan

“Individualmente o time estava bem desgastado, a constituição física delas (canadenses) é melhor. A gente tinha jovens de 18, 19 anos, que vão amadurecer. O futebol é assim, numa fração de segundos o resultado escapa da sua mão”, completou.

Comparando com o Pan do Rio, em 2007, Kleiton disse que foi o oposto. Analisou como positivo o desempenho do Brasil por não ter contado com suas principais estrelas e, ainda assim, ter chegado à final em Guadalajara.

“Esse Pan foi totalmente o contrário do último. O Brasil foi com a sua força máxima, em casa, e os rivais não foram com a força máxima. Oito titulares da Copa não estavam aqui, trouxemos jogadoras mais jovens para mesclar com as veteranas. Esse resultado tem muito mérito. Por pouco não chegamos no primeiro lugar, mesmo com esse grupo mesclado, sem as principais jogadoras. São coisas do futebol”, afirmou.

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Foi com esse discurso que o técnico tentou animar as jogadoras, especialmente Debinha, que perdeu chance incrível antes do empate canadense, e o pênalti derradeiro, apesar de ter feito o único gol do Brasil no tempo regulamentar. “São jogadoras com muito talento. A Debinha é muito jovem, tem um baita potencial, fez um grande Pan. É difícil porque a gente viveu a mesma situação meses atrás (na Copa do Mundo), perdemos no último minuto. Tenho de levantar a cabeça delas, consolar, porque elas têm um futuro brilhante pela frente.

Thaisinha, por sua vez, deixou tudo no âmbito divino. “Claro que eu queria o ouro, a gente batalhou, mas Deus quis assim. Pênalti é sorte, estamos felizes com a prata, não tem frustração. Deus quis assim, no Mundial também, então que seja. Vamos buscar as Olimpíadas”, disse a jogadora, que também foi dar suporte a Debinha. “A gente foi abraçar na hora do gol, então também tínhamos de dar força na hora do pênalti. Estamos juntas na vitória ou na derrota. Poderia ter acontecido com qualquer uma de nós”, finalizou a atleta.

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