Título mundial, no single skiff leve, faz da catarinense favorita para se tornar primeira remadora brasileira com medalhas em Pans

A delegação brasileira, composta por 21 remadores, disputará as provas entre os dias 15 e 19 de outubro
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A delegação brasileira, composta por 21 remadores, disputará as provas entre os dias 15 e 19 de outubro
A delegação brasileira de remo terá uma responsabilidade extra na disputa dos Jogos Pan-Americanos . Após o título mundial no single skiff leve conquistado por Fabiana Beltrame em setembro, na Eslovênia , as atenções sobre a modalidade aumentaram e, com isso, também a expectativa.

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Começando pelo que se espera da própria catarinense de 29 anos. Depois de vencer o Mundial , ela passou a ser favoritíssima a se tornar em Guadalajara a primeira remadora brasileira a conquistar uma medalha em Jogos Pan-Americanos . “Gostaria muito de ganhar essa medalha, e é pra isso que tenho treinado duro durante tanto tempo. Nós, mulheres, não conseguimos nada, e acho que agora chegou a nossa vez”, analisa Beltrame, que competirá na prova em que é campeã mundial. “E não falo só de mim. Acredito que as outras guarnições femininas têm grandes chances de quebrar esse jejum.”

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O objetivo, portanto, é não apenas quebrar o jejum feminino no remo, mas também superar o desempenho do Pan do Rio, em 2007, quando os brasileiros conquistaram uma medalha de prata, na categoria Oito com timoneiro e duas de bronze, no Dois sem timoneiro e Skiff simples, com Marcelus Marcilis.

Preparação não foi fácil

Além das dificuldades que deve enfrentar durante a competição, a delegação brasileira já precisou passar por contratempos no México durante o período de preparação em Ciudad Guzmán , local de disputa das provas.

Durante as duas semanas de treinos e aclimatação, os atletas brasileiros não tinham lugares adequados para guardar os equipamentos. Quando desembarcaram na América do Norte, o local de competição ainda estava repleto de obras, e a garagem dos barcos não estava pronta. As embarcações dos competidores passaram algumas noites em contêineres, sem a segurança adequada.

Durante as duas semanas de treinos e aclimatação, os atletas brasileiros não tinham lugares adequados para guardar os equipamentos
Divulgação
Durante as duas semanas de treinos e aclimatação, os atletas brasileiros não tinham lugares adequados para guardar os equipamentos

“Antes (da abertura da garagem), os barcos estavam ao relento, mas isso não atrapalhou. Carregávamos as embarcações até a margem da raia, com auxílio do técnico, e treinávamos normalmente. Para guardar os equipamentos, depois do treino, era mais dolorido. Mas, para quem está acostumado a sentir dores, isso é normal”, brinca o remador Célio Amorim.

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A delegação brasileira, composta por 21 remadores , disputará as provas entre os dias 15 e 19 de outubro. Já neste sábado, o Brasil terá representantes nas seis provas do dia (Double Skiff feminino, Double Skiff masculino, Quatro Sem masculino, Dois sem feminino, Double Skiff Light masculino e Double Skiff Light feminino).

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