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Sonho do ouro motiva estreante do polo aquático no Pan

Danilo Correa acredita que, apesar das dificuldades da modalidade, Brasil tem chance real de vitória em Guadalajara

Felipe Atra, especial para o iG, de São Paulo |

Divulgação
Danilo Correa tentará primeiro ouro da seleção masculina no Pan desde 1963
Apesar de o polo aquático não ser um esporte profissionalizado no Brasil, Danilo Correa acredita que o país tem grandes chances de conquistar uma medalha em Guadalajara . A seleção masculina vem de dois vices nos últimos Pan Americanos, e o atleta estreante quer trazer o ouro -- o que não acontece desde 1963, nos jogos de São Paulo.

“Nossa preparação está boa. Passamos duas semanas na Croácia no mês de setembro, fazendo bons amistosos com os clubes locais. Agora, é acertar nessa reta final algumas questões físicas e táticas para chegarmos da melhor forma possível em Guadalajara e brigar pelo lugar mais alto”, comentou o atleta.

Danilo se formou em jornalismo, teve a oportunidade de trabalhar em uma editoria de esportes, mas optou pela carreira de atleta. “Sempre fui apaixonado pelo polo aquático e abandonei minha profissão porque sabia que ser jornalista e jogador em nível de seleção brasileira seria algo impossível”.

O jogador do Esporte Clube Pinheiros divide seu dia entre a empresa de engenharia civil do seu tio e os treinos noturnos nas piscinas do clube. Ele diz que tem apenas cinco horas diárias de sono durante a semana e que passa o dia na rua supervisionando obras, organizando as construções da família. Por isso, muitas vezes chega ao treino exausto. “Mas durante o fim de semana posso relaxar, sair com os amigos, ter uma vida normal, quando não estou em época de competição”, completa.

“Ainda estamos um passo atrás dos melhores países do mundo, pois não temos muitos jogos internacionais durante o ano, treinamos menos que os países de ponta, porque não somos profissionais no esporte. Enquanto na Itália, Croácia, Espanha os clubes treinam de seis a oito horas por dia, aqui no Brasil treinamos menos e ainda temos que conciliar com o trabalho. Isso torna mais complicado o desenvolvimento do esporte. Mas com as Olimpíadas no Rio, tenho certeza que haverá projetos nos próximos anos para fazer com que o pólo aquático evolua e possa chegar no nível dos melhores do mundo”, acrescenta o ex-jornalista.

A seleção masculina de polo aquático viaja ao México no próximo dia 18 e faz sua estreia dia 23 contra a Argentina. Depois, enfrenta Trindade e Tobago e os EUA, grandes favoritos. Para Danilo, o Brasil tem grandes chances de chegar a segunda fase e deverá enfrentar o Canadá nas semifinais. Se vencer, o time brasileiro chegará pela terceira vez consecutiva na final do Pan.

“Poder disputar campeonatos pela seleção brasileira e ouvir o hino nacional antes dos jogos é uma emoção única que vale por todos os esforços e abdicações que fiz e faço nesses oito anos em que pratico este esporte”, finaliza Danilo.

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