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Saltadores de penhascos inspiram mexicanos em Guadalajara

Febre no país do Pan, saltos ornamentais têm “clavadistas” de La Quebrada como inspiração. Ídolo não teve coragem de saltar

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

O México é o país dos saltos ornamentais. Se no Brasil seria estranho ter como grandes ídolos do esporte atletas que saltam dez metros fazendo piruetas até cair na água, no país-sede dos Jogos-Pan-Americanos de Guadalajara eles reinam – não é à toa que até esta sexta-feira os mexicanos levaram seis ouros, em seis possíveis.

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A paixão pelo “clavado” tem explicação também por uma tradição, que começou nos anos 30 na cidade litorânea de Acapulco, a 765 km de Guadalajara: os clavadistas de La Quebrada atraem turistas ao saltarem de 45 metros de um penhasco em direção ao mar. Há até campeonato mundial e, mais impressionante, saltos noturnos.

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Paola Espinosa é a principal atleta dos saltos ornamentais no México. Aos 25 anos, foi medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, competição na qual levou a bandeira do país na cerimônia de abertura (algo que sugere status de estrela). Em Guadalajara, acendeu a pira pan-americana e foram dois ouros já: individual e duplas plataforma de 10 m. Mas pergunte a ela se tem coragem de saltar de La Quebrada e a resposta é imediata.

Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Paola Espinosa Sánchez foi a atleta mexicana de escolhida para acender a pira na cerimônia de abertura
“É só para os corajosos”, disse Espinosa. Em 2009, ao lado de outro saltador, Rommel Pacheco, ela viajou até Acapulco e conheceu La Quebrada. Os saltos na região ocorrem desde 1934, quando parte do penhasco foi dinamitado e pôde ser abrir a fenda na qual é feita a acrobacia. É preciso cuidado porque há pedras embaixo da água e os “clavadistas” precisam esperar uma onda chegar no exato momento que saltam.

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“Só com muito treino para saltar de lá, como é preciso muito treino para saltar na piscina”, disse Espinosa. Na visita, ela primeiro observou os saltadores de baixo, depois arriscou subir o penhasco para ver como é de cima. “Bem assustador."

Desde os anos 30, a tradição de saltar do penhasco passa de pai para filho. Alguns mais velhos chegaram a se machucar gravemente, tendo problemas para andar e até ficando cego ou surdo, por causa do impacto que é cair na água de 45 metros. Há um campeonato mundial que leva o nome de Raul Garcia, um dos principais incentivadores dos saltos na região.

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O local esteve no caminho da tocha pan-americana e alguns saltadores famosos da região a levaram até o alto do penhasco, mas não saltaram. Nos pulos noturnos eles costumam usar tochas, para que os turistas possam ver as acrobacias.

A estrela mexicana acha que a atração do litoral possa explicar a paixão mexicana pelos saltos ornamentais, mas ressalta que o mais importante são os resultados internacionais. “As medalhas trazem o público também”.

Confira as fotos dos saltos ornamentais no Pan-Americano:

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