Histórico de duelos apimentado entre as duas seleções no vôlei feminino não dá para ser ignorado, admite a líbero Fabi

O que não falta na história entre Brasil e Cuba no vôlei feminino? Duelos emocionantes e decisivos. Pois o Pan-Americano de Guadalajara 2011 está preparado para acrescentar mais um capítulo a essa rivalidade nesta quinta-feira, na final agendada para as 23 h (no horário de Brasília).

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Campeãs do Pan do Rio 2007, as cubanas vão com tudo para trazer novamente a medalha de ouro, enquanto as brasileiras consideram inevitável um sentimento de revanche pela dolorida derrota sofrida em casa.

A líbero Fabi , uma das mais experientes do grupo, admite que encara a partida de forma diferente. "Não adianta fingir que não existe nada. É o nosso passado que torna Brasil e Cuba um jogo tão charmoso, envolvente.Tivemos a briga em Atlanta, nossa derrota no Pan do Rio", disse a brasileira, citando alguns duelos de destaque entre as seleções.

Veja fotos da vitória da seleção nas semifinais do Pan:

Entre os principais confrontos certamente a semifinal dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, tem um lugar especial. Na ocasião, o Brasil foi eliminado e caiu na provocação das cubanas, causando um tumulto em quadra após o match-point das adversárias. No primeiro encontro das seleções neste Pan, a vitória foi verde e amarela, por 3 a 1, em partida que garantiu a vaga direta na semifinal do torneio.

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O técnico José Roberto Guimarães não acredita que o confronto será fácil para o Brasil. "Cuba evoluiu bastante. Hoje, elas fazem coisas diferentes, com muita velocidade e variedade. Elas entrarão para atacar, forçar o saque e jogar no limite", disse. Apesar disso, o treinador admite a pressão pela condição de favorito. "A responsabilidade é nossa, nós somos os primeiros do ranking, os rivais a serem batidos", completou.

Jaqueline quer a medalha
A ponteira Jaqueline , que se lesionou na partida de estreia, justamente em um choque com Fabi, resultando numa pequena fratura cervical, já afirmou que espera sua medalha de ouro no reencontro com as companheiras de seleção no Brasil.

Em recuperação depois de um grande susto no México, ela só dá mais motivos para que suas companheiras voltem para casa com uma medalha dourada em homenagem à amiga. "Essa geração não tem esse título. Além do mais, queremos vencer para dedicar a conquista a Jaqueline", completou a líbero.

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No início da madrugada de quarta-feira para quinta, as meninas do Brasil bateram a República Dominicana por 3 a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 25/23, na semifinal. Mesmo com a disparidade nos primeiros dois sets, o perfeccionista Zé Roberto já cobrou o que quer melhorar para a decisão, para não correr riscos de repetir o desastre de 2007.

"Não gostei da apresentação do time no terceiro set. A pior coisa que você pode fazer é achar que seu adversário já está batido. Cansei de ver partidas do vôlei serem perdidas desta forma. No vôlei, não se administra resultado. Um erro desses contra Cuba pode ser fatal. O adversário se empolga, ganha confiança e você não consegue mais voltar à partida. Isso tem que ser conversado para entrarmos com a concentração máxima na final do torneio", concluiu.

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