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Revelação do badminton foi formada em projeto social no Rio

Lohaynny Vicente chegou às quartas de final individual com trabalho feito por raro entusiasta do esporte no Brasil

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Lohaynny Vicente tem apenas 15 anos e foi a surpresa do badminton brasileiro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. E mesmo eliminada nas quartas de final para a canadense Joycelin Ko, favorita por ser a cabeça de chave número 3, a brasileirinha deixou a quadra irritada. Primeiro porque achou que poderia jogar melhor. Segundo porque uma dor nas costas a impediu de atuar com mais eficiência - Vicente é a prova de que projetos sociais podem formar atletas competitivos.

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“Conheci o badminton por causa da minha irmã (Luana, que também disputou o Pan). Ela foi a um clube um dia e viu o jogo, voltou para casa toda animada, que tinha conhecido um esporte novo, raquete com peteca, que era irado. Fui no dia seguinte e não parei mais de jogar”, contou Lohaynny, que tinha sete anos quando começou a “brincar.

O clube, no bairro carioca de Jacarepaguá, depois se transformou em um projeto social, chamado de Miratus. É um centro de treinamento voltado exclusivamente para o badminton, o esporte de “raquete com peteca”, como definiu Lohaynny, pouco difundido no Brasil e mais praticado na Ásia – por isso várias canadenses e norte-americanas com sobrenomes como Ko ou Li jogando neste Pan-Americano.

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Criado por Sebastião Oliveira, o projeto faz com que crianças da região possam conhecer o esporte e passar o dia realizando atividades. O sucesso fez com que a CBBd (Confederação Brasileira de Badminton) estivesse em contato constante com Oliveira, que está revelando talentos. As irmãs Vicente já freqüentam o Centro de Treinamento do esporte, em Campinas, interior de São Paulo.

“Elas passaram um mês se preparando no CT para o Pan. Ainda é cedo para falar se Lohaynni vai se tornar uma jogadora top, mas ela é nova e está em fase de amadurecimento”, disse Guilherme Aikio, um dos membros da delegação de badminton.

Getty Images
Lohaynni Vicente chegou até as quartas-de-final individual no Pan


Lohaynny é tímida e nem sabia que daria entrevista logo após a derrota para a canadense. Com poucas palavras, resumiu o que pretende para a vida: estudar educação física e seguir praticando o badminton.

“Meu objetivo é estar nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Quero conseguir jogar bem na minha cidade”, disse.

Com biótipo físico forte, Lohaynny tem 1,67 m e 69 kg. Ela contou que não tem um preparador físico permanente no projeto social. “Ela já foi mais gordinha quando criança, mas está esticando. Tem gordura localizada, mas tem gordura corporal quase zero na perna”, disse Aikio.

A próxima competição de Lohaynny será em Miami. Em 2012 ela participará do Pan-Americano Júnior, quando aí enfrentará atletas de sua idade. “Estive um pouco nervosa por enfrentar atletas mais velhas”, admitiu.

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