Tetsuo Okamoto, em 1951, garantiu a medalha dourada nos 400 metros livre

Com as recentes conquistas dos nadadores Cesar Cielo e Felipe França, além do excelente desempenho de Thiago Pereira nos Jogos-Pan Americanos de 2007 (conquistou oito medalhas), a natação brasileira chega a Guadalajara apontada como uma das grandes forças na modalidade . Porém, essa história de sucesso dentro da água começou há muito tempo, em 1951, com o nadador Tetsuo Okamoto.

Nos Jogos Pan-Americanos, de Buenos Aires, Okamoto conquistou a medalha de ouro nos 400 m livre e trouxe a primeira conquista para o Brasil . Na mesma edição do Pan, o nadador ainda venceu os 1500 metros livre e garantiu mais uma medalha dourada.

No retorno ao Brasil, o atleta de origem nipônica foi recebido como herói em Marília, sua cidade natal. A alegria dos habitantes era tanta, que o prefeito decretou feriado municipal. Na mesma época, a comunidade japonesa ofereceu um carro ao nadador, pela conquista das medalhas, mas Tetsuo Okamoto recusou o presente temendo que o prêmio pudesse ser interpretado como um pagamento.

Ainda no Pan da Argentina, Okamoto levou a medalha de prata no revezamento 4x200 metros livre. No ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, o nadador conquistou o 3º lugar nos 1500 metros livre e levou o bronze.

Em 2007, com 75 anos, Tetsuo Okamoto faleceu no interior de São Paulo e o Brasil perdeu um grande ídolo. No ano de sua morte, o país perdeu outro nome importante das piscinas, Maria Lenk, às vésperas do Pan. Curiosamente, no Rio, a modalidade ganhou 25 medalhas na disputa dos Jogos Pan-Americanos. Foi a maior conquista da delegação brasileira em uma única edição da competição continental.

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